ASSINE VEJA NEGÓCIOS

Banco Central dos EUA, Fed, mantém juros em 1ª decisão com Kevin Warsh

Comunicado reforça que atividade econômica americana continua sólida com inflação acima da meta

Bruno AndradePor Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 jun 2026, 15h04 | Atualizado em 17 jun 2026, 15h37
Banco Central dos EUA, Fed, mantém juros em 1ª decisão com Kevin Warsh Priorizar nos meus resultados Google

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, manteve a taxa básica de juros na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, segundo comunicado do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) divulgado nesta quarta-feira, 17. Esta foi a primeira decisão de política monetária sob a presidência de Kevin Warsh, indicado ao cargo pelo presidente americano, Donald Trump.

A decisão ficou em linha com as expectativas do mercado. No comunicado, o FOMC afirmou que a atividade econômica continua se expandindo em ritmo sólido, apesar do elevado nível de incerteza, atribuído em parte às tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Segundo o banco central americano, o crescimento da produtividade e dos investimentos permanece robusto. O mercado de trabalho também segue resiliente, com a geração de empregos acompanhando o avanço da força de trabalho e a taxa de desemprego apresentando pouca variação.

Continua após a publicidade

“A inflação permanece elevada em relação à meta de 2% do Comitê, refletindo, em parte, choques de oferta que impulsionaram o aumento dos preços em determinados setores, incluindo energia. O Comitê permanece comprometido em garantir a estabilidade de preços”, afirmou o FOMC.

O que esperar dos juros americanos até o fim de 2026?

O comunicado alterou imediatamente as expectativas dos investidores para os próximos meses. Por volta das 14h58 desta quarta-feira, antes da decisão, a ferramenta FedWatch indicava que 43% do mercado apostava em uma alta de 0,25 ponto percentual nos juros americanos até a reunião de dezembro, enquanto 39% projetavam manutenção da taxa no mesmo período.

Após a divulgação do comunicado, a probabilidade atribuída à manutenção dos juros até o fim do ano recuou para 25%. Ao mesmo tempo, 43% dos investidores continuaram projetando uma alta de 0,25 ponto percentual.

Continua após a publicidade

A principal mudança ocorreu nas apostas para um aperto monetário mais intenso. Cerca de 25,4% do mercado passou a precificar uma elevação de 0,50 ponto percentual até dezembro. Na prática, a leitura predominante passou a ser de que os juros americanos devem encerrar 2026 em um nível superior ao atual, com divergências apenas sobre a magnitude desse aumento.

Essa percepção encontra respaldo nas projeções dos próprios dirigentes do Federal Reserve. Entre os 12 membros que participaram da divulgação das estimativas, nove enxergam pelo menos uma alta de juros em 2026, enquanto apenas um prevê cortes ao longo do período.

Continua após a publicidade

Para André Valério, economista sênior do Inter, o tom mais duro das projeções está relacionado principalmente à revisão para cima das expectativas de inflação em comparação com os números divulgados em março.

“De toda forma, boa parte dessas projeções pode ter sido formulada antes da divulgação do acordo entre Estados Unidos e Irã. Portanto, poderemos ver revisões para baixo em setembro, quando as projeções forem atualizadas, caso o choque nos preços da energia seja revertido”, afirma.

Continua após a publicidade

Valério também destaca que Warsh é conhecido por defender uma comunicação mais objetiva por parte do Fed. Durante seu processo de nomeação, o novo presidente chegou a afirmar que o banco central americano “fala demais”.

Nesse contexto, um comunicado mais enxuto reforça a expectativa de que, sob a gestão de Warsh, o Federal Reserve forneça menos orientações antecipadas ao mercado sobre os rumos futuros da política monetária.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo e branco, ao lado de Você pediu, a gente ouviu! em branco. À direita, capas de revistas e um celular com tela ligada, e um ícone de árvore à esquerda.Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo neon, acompanhado de um raio. Abaixo, Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas: SUPER com um copo de milk-shake, VEJA com paisagem e MUNDO ESTRANHO com carros. Um ícone de árvore estilizada no canto superior direito
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Premium

O mercado não espera — e você também não pode!
Com a Veja Negócios Digital, você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
De: R$ 24,99/mês Apenas R$ 1,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 63% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Veja Negócios impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).