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Bancos defendem BC em conflito com TCU no caso Master

Tribunal de Contas da União questinou decisão do Banco Central que fechou banco de Daniel Vorcaro

Por Juliana Elias Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 jan 2026, 14h20 | Atualizado em 6 jan 2026, 10h58
Bancos defendem BC em conflito com TCU no caso Master Priorizar nos meus resultados Google

A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) emitiu nesta segunda-feira, 5, uma nota em conjunto com a Anbima, a associação do mercado de capitais, e outras nove entidades do mercado financeiro defendendo as “decisoes técnicas” e a “autonomia” do Banco Central.

Embora nao faça menção direta a nenhuma ocorrência, o comunicado foi divulgado em meio à polêmica gerada depois que o Tribunal de Contas da União (TCU) abriu um proceso questionando o encerramento das atividades do Banco Master decretado pelo BC em novembro. A liquidação compulsória do banco de Daniel Vorcaro foi o desfecho de um longo derretimento da instituição ao longo do ano em meio a uma crise de solvencia e denúncias de fraudes.

O Banco Central é uma autarquia independente com papel duplo: controlar a circulação de moeda e a inflação, ao mesmo tempo em que também é a agência responsável pela regulação dos bancos e do mercado financeiro como um todo. O TCU, por sua vez, é o tribunal responsável pela fiscalização da contabilidade e do orçamento dos órgãos publicos.

O questionamento do TCU à decisao do BC sobre o Master foi duramente criticado por economistas, advogados e outros especialistas, que alertam para o fato de que a intervenção estaria fora da alçada do tribunal de contas, já que diz respeito a uma decisão operacional ligada à área de atuação do BC, o mercado bancário.

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entidades setoriais da indústria financeira e bancária, de meios de pagamento, bem como do mercado capitais, que representam, em seu conjunto, um universo de 757 Instituições Financeiras (IFs), entre comuns e exclusivas, além de 689 cooperativas de crédito e 15 associações vinculadas à Fin, REITERAM sua posição pública de que:

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Em sua nota, as entidades financeiras afirmam que “depositam plena confiança nas decisões técnicas do Banco Central” e que o papel do BC inclui “uma supervisão bancária atenta e independente, voltada para a solvência e integridade, de forma exclusivamente técnica, prudente e vigilante”.

O comunicado também defende que “é imprescindível preservar a independência institucional e a autoridade técnica das decisões do Banco Central, de forma a manter um dos pilares fundamentais de qualquer sistema financeiro sólido, resiliente e íntegro”.

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