Braskem: conselho de administração aprova pedido de recuperação extrajudicial
Na última quinta-feira, a empresa afirmou que avaliava a adoção de potenciais medidas de proteção contra credores
A Braskem informou que seu conselho de administração aprovou o ajuizamento do pedido de recuperação extrajudicial com 11 bilhões de dólares em dívidas a serem reestruturadas, mostra documento enviado ao mercado nesta segunda-feira, 24.
A Braskem esclarece que a recuperação extrajudicial possui escopo limitado, estritamente financeiro, e não abrange quaisquer obrigações da companhia com seus fornecedores, clientes e demais acionistas, as quais permanecem vigentes e seguem sendo cumpridas normalmente, nos termos dos respectivos contratos.
De acordo com a empresa, o objetivo é “assegurar um ambiente jurídico estável, protegido e adequado para negociação e implementação da reestruturação de suas obrigações financeiras”.
Segundo fontes, os maiores credores são Banco do Brasil e BNDES, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander. Na última quinta-feira, a empresa afirmou que avaliava a adoção de potenciais medidas de proteção contra credores, considerando o prazo de suspensão das execuções e constrições acima indicado.
A petroquímica comenta que não há uma decisão sobre as condições da reestruturação da dívida bilionária. A Braskem encerrou o primeiro semestre de 2026 com lucro líquido de 4,5 bilhões de reais. Ainda que a empresa teve um resultado positivo nesse semestre, a companhia passou por uma série de prejuízos, que fizeram a companhia queimar caixa.
Ao fim do primeiro semestre de 2026, a Braskem possuía 12,1 bilhões de dólares em dívidas, mas a empresa tem apenas 1,1 bilhão de dólares em caixa, o que torna necessário fazer a reestruturação dos 10 bilhões de dólares em dívidas. Vale lembrar que a reestruturação não abrange todo o endividamento declarado no balanço do fim primeiro semestre, cerca de 1 bilhão de dólares ficaram de fora, com a empresa reestruturando 11 bilhões.







