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Cadastro Positivo eleva crédito em 22% e corta inadimplência em 12%, diz Serasa Experian

Pesquisa mostra que empresas que adotam a ferramenta conseguem expandir as aprovações e, ao mesmo tempo, cortar o risco de calote

Por Márcio Juliboni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 mar 2025, 15h25 | Atualizado em 21 mar 2025, 19h29
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Criado em 2011 e reformulado em 2019, o Cadastro Positivo contribuiu para que mais pessoas obtenham crédito, segundo uma pesquisa da Serasa Experian que comparou as taxas de aprovação entre empresas que o utilizam e as que não. Além disso, as empresas que utilizam o histórico de bons pagadores apresentam menores taxas de inadimplência quando comparadas a concorrentes que não o fazem.

Na média das empresas pesquisadas pela Serasa Experian, o volume de operações aprovadas cresceu 22%. O impacto do Cadastro Positivo é maior entre as companhias que adotam critérios mais rigorosos de análise, a fim de manter o mínimo de inadimplência possível. Para aquelas que perseguem uma taxa de calote de apenas 3% da carteira, somente 10% dos pedidos de crédito são aprovados quando não se usa o Cadastro Positivo. Com ele, o volume sobe para 15%, representando um incremento de 5 pontos percentuais, ou de 50%.

Para operadores de crédito que aceitam uma taxa de 9% de inadimplência na carteira e, portanto, são menos exigentes, a taxa de aprovação é de 63% sem o Cadastro Positivo. Quem o adota eleva esse percentual para 69%, significando um ganho de 6 pontos percentuais, ou 9,5%.

De acordo com a Serasa, as maiores taxas de aprovação devem-se à maior acurácia da análise, ou seja, com informações mais precisas sobre o histórico financeiro dos potenciais clientes, a aprovação fica mais precisa, permitindo que casos que pudessem ser descartados sejam avaliados como viáveis.

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Com isso, a inadimplência também tende a cair. Na média, quem recorre à ferramenta nas análises de crédito apresenta uma taxa de calote 12% menor do que os que não o fazem. Segundo a pesquisa, companhias que costumam aprovar apenas 20% dos pedidos, refletindo critérios mais rigorosos de análise, costumam apresentar taxa de inadimplência de 4,04%. Utilizando o Cadastro Positivo, a taxa recua para 3,49%. Isso representa uma queda de 0,55 ponto percentual, ou de quase 14%.

Mesmo operadores de crédito que toleram elevadas taxas de não pagamento, em troca de grandes índices de aprovação, foram beneficiados com o instrumento. Aqueles que aprovam 80% dos pedidos enfrentam 11,83% de inadimplência quando não envolvem o Cadastro Positivo. Se o utilizam, o calote cai 0,76 ponto percentual, para 11,07%, o que representa uma melhora de 6,42%.

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