APURAÇÃO DAS ELEIÇÕES 2022

ASSINE VEJA NEGÓCIOS

Câmara aprova texto-base que muda taxa de juros do BNDES

A TLP balizará o custo dos financiamentos concedidos pelo BNDES a partir de janeiro de 2018

Por Da redação 24 ago 2017, 13h26 | Atualizado em 4 jul 2026, 20h31
Câmara aprova texto-base que muda taxa de juros do BNDES Priorize VEJA no Google

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira em votação simbólica a medida provisória (MP) que cria a Taxa de Longo Prazo (TLP). A MP extingue a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) e cria a TLP para os financiamentos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a partir de janeiro de 2018.

A TLP será mais elevada que a atual TJLP, pois terá menos subsídios da União. A mudança faz parte dos esforços do governo para buscar o reequilíbrio das contas públicas e elevar a potência da política monetária.

A Câmara encerrou a sessão sem concluir a votação dos destaques da MP. Após aprovar o texto-base da MP de forma simbólica, os deputados rejeitaram dois destaques e deixaram três para serem votados na próxima terça-feira.

Continua após a publicidade

A proposta enfrentou críticas da oposição e de parte do setor produtivo que estima que o custo das operações do BNDES ficará mais alto para o setor produtivo. “A TLP vai ajudar a reduzir as taxas de juros, aumentando a eficiência da política monetária no controle da inflação”, rebateu Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, em sua conta no Twitter.

Para o deputado Betinho Gomes (PSDB-PE), relator da medida provisória, a mudança vai corrigir distorções iniciadas no governo da presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, o BNDES subsidiava investimentos na indústria por meio da TJLP, o que garantiu lucros a grandes grupos com o dinheiro do trabalhador. “Os grandes grupos empresariais apresentam projetos de baixa qualidade e levam o dinheiro barato da sociedade”, disse Gomes. “E o resultado é que o investimento no país não aumentou.”

Continua após a publicidade

Já o petista Elvino Bohn Gass (PT-RS) criticou a mudança. “Isso vai ser ruim para o país e para as empresas que querem gerar emprego.”

Meirelles defendeu ontem a substituição da TJLP pela TLP, dizendo que representa um passo relevante para modernização da economia brasileira. “A TLP irá diminuir o custo do crédito para todos e não apenas para os devedores do BNDES. Com a TLP, os subsídios do crédito passam a constar do orçamento com maior transparência e equidade na definição de políticas públicas”, escreveu no Twitter.

Continua após a publicidade

Cálculo

De acordo com a MP, a TLP terá como base juros de mercado vinculados a um título do Tesouro Nacional (NTN-B) mais a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Atualmente, a TJLP é calculada trimestralmente com base na meta de inflação futura para os 12 meses seguintes e em um prêmio de risco definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). 

Continua após a publicidade

Em julho, dois diretores do BNDES pediram demissão após o presidente do banco, Paulo Rabello de Castro, fazer críticas à nova taxa de juros. Em entrevista ao Estadão de S. Paulo, ele disse que a fórmula de cálculo da nova taxa de juros dos empréstimos do BNDES pode prejudicar as empresas tomadoras de crédito na instituição ao reduzir a “previsibilidade” das condições dos financiamentos.

Rabello afirmou que atrelar a TLP a um título público tornava a taxa “muito mais nervosa” do que a atual TJLP. Diante da repercussão, o presidente do banco negou que haja divergências dentro da equipe econômica.

Continua após a publicidade

(Com Estadão Conteúdo, Reuters e Agência Câmara)

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em verde-limão O MÊS É DO CLIENTE. e em branco A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua.. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos, e ao lado, uma árvore estilizada em verde-limãoMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo manchetes e produtos, ao lado do texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).