Como possível acordo entre EUA e Irã afeta bolsa e dólar nesta terça-feira
Ibovespa sobe 0,68%, enquanto dólar recua 0,4% e fica cotado a 5,17 reais
Os mercados globais operaram em um ambiente mais favorável ao risco nesta terça-feira, 9. Mesmo diante das preocupações geopolíticas e das dúvidas sobre juros elevados por mais tempo, o setor de inteligência artificial seguiu como principal atrativo de capital global, concentrando boa parte do apetite dos investidores, segundo especialistas. O Ibovespa teve alta de 0,68% e atingiu os 169,8 mil pontos.
Mesmo o campo geopolítico internacional deu sinais de alívio. Nesta manhã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que um acordo para acabar com a guerra no Irã poderia ser alcançado “em dois ou três dias”. A fala veio após uma troca de ataques entre forças israelenses e iranianas ressaltar a fragilidade do cessar-fogo, implementado em abril. Pressionados por Trump, os dois lados do conflito decidiram interromper os embates.
O ambiente, no entanto, é volátil. O republicano vai e vem nos seus tons e declarações — nesta tarde, acusou o Irã de derrubar um helicóptero militar americano perto do Estreito de Ormuz —, mas a proximidade de um possível acordo de paz já fez os preços do barril de petróleo brent recuarem. A commodity teve baixa de mais de 2% e ficou cotada a cerca de 91 dólares. A queda ajuda a aliviar as expectativas inflacionárias globais.
No câmbio, o dólar cai e continua cotado aos 5,17 reais, acompanhando o enfraquecimento global da moeda americana. “Depois da forte valorização observada nos últimos dias impulsionada pelo receio de juros mais altos nos Estados Unidos e pela migração de recursos para ativos americanos, o mercado passou por um movimento de realização”, explica Leonardo Santana, especialista em investimentos e sócio da casa de análise Top Gain.
Além disso, no Brasil, a divulgação de um IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) abaixo das expectativas reforçou a percepção de menor pressão inflacionária doméstica, contribuindo para aliviar os juros futuros. O índice subiu 0,87% em maio ante a abril, que, por sua vez, apresentou taxa de 2,41%.
Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado:







