Datafolha testa fôlego do rali eleitoral na Bolsa brasileira
Depois de o Ibovespa disparar 3,05% com a pesquisa Quaest, investidores aguardam novo levantamento em meio à alta do petróleo e à cautela no exterior
A eleição presidencial voltou a ocupar o centro das atenções no mercado financeiro. Depois de a pesquisa Quaest apontar uma disputa mais apertada entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro, o Ibovespa disparou 3,05% nesta quarta-feira, 2, e encerrou o pregão aos 185.205 pontos. O dólar caiu 0,92%, para 5,1084 reais.
O movimento reflete o chamado “trade eleitoral”, como ficou conhecida a aposta dos investidores em uma possível troca de governo e em uma política econômica mais comprometida com o controle dos gastos públicos. Nesta quinta-feira, 3, será a vez de uma nova pesquisa Datafolha colocar à prova o entusiasmo que tomou conta da bolsa brasileira na véspera.
O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, avança nesta manhã e indica que parte do otimismo pode continuar no início do pregão. A cautela, porém, vem do exterior. Os futuros das bolsas americanas operam perto da estabilidade enquanto investidores aguardam novos dados sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos, que podem influenciar a próxima decisão de juros do Federal Reserve.
O petróleo também continua no radar. O Brent acumula uma alta superior a 8% nas últimas três sessões e opera perto de 97 dólares por barril, apesar de Donald Trump ter indicado que a nova ofensiva americana contra o Irã não deve se prolongar. O risco de novos ataques e de interrupções no Estreito de Ormuz mantém a pressão sobre a commodity e aumenta o receio de uma nova rodada de inflação global.
Na agenda econômica, os Estados Unidos divulgam os pedidos semanais de seguro-desemprego e indicadores do setor de serviços. No Brasil, além da pesquisa Datafolha, o mercado acompanha o PMI de serviços e a votação da medida provisória que acaba com a chamada taxa das blusinhas.







