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Decisão do BCE, feriado e guerra comercial mantém mercado em modo defensivo

Ibovespa opera em busca de recuperação, mas com fôlego limitado em dia de agenda vazia e véspera de feriado prolongado

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 abr 2025, 12h01
Decisão do BCE, feriado e guerra comercial mantém mercado em modo defensivo Priorizar nos meus resultados Google

O pregão desta quinta-feira, 17, é marcado por liquidez reduzida e apetite moderado ao risco. A ausência de dados domésticos relevantes e a proximidade do feriado contribuíam para um compasso de espera entre investidores locais, enquanto os olhos permanecem voltados para o cenário externo — em particular, as ações do Banco Central Europeu (BCE) e os desdobramentos da guerra comercial.

O corte de 0,25 ponto percentual anunciado pelo BCE, que reduziu a taxa básica da zona do euro para 2,25%, não foi suficiente para acalmar os mercados. Em discurso logo após a decisão, a presidente Christine Lagarde alertou que o cenário econômico segue “obscurecido por uma excepcional incerteza”, em uma referência direta às tensões tarifárias globais, que continuam a pesar sobre a confiança das empresas e a atividade industrial na região. As bolsas europeias operam no vermelho e contribuem para o viés negativo nos principais índices americanos, que também registram perdas. No Brasil, o Ibovespa ensaiava uma recuperação após encerrar o pregão anterior em queda, sustentado sobretudo pela valorização dos papéis de Petrobras e Vale, que acompanhavam a alta nos preços do petróleo e do minério de ferro nos mercados internacionais. Ainda assim, o fôlego é limitado. A combinação de menor liquidez e aversão ao risco global mantém os investidores em modo defensivo.

No câmbio, o dólar à vista permanece praticamente estável, era negociado a R$ 5,87 por volta das 11h40. A leitura de que o mercado de trabalho norte-americano segue resiliente — com uma queda nos pedidos de auxílio-desemprego na última semana — não foi suficiente para mudar o tom geral de cautela, especialmente diante dos novos ataques verbais do presidente Donald Trump ao Federal Reserve, o banco central americano.

Enquanto isso, investidores avaliam os possíveis desdobramentos do impasse tarifário entre Estados Unidos e seus parceiros comerciais, que segue como o principal risco de cauda para os mercados globais.  Com o feriado no radar e os ativos globais em compasso de espera, o mercado brasileiro deve continuar sensível a oscilações externas e manchetes que possam alterar o humor dos investidores. A cautela, ao que tudo indica, segue sendo a palavra de ordem.

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