Desemprego cai para 5,3% e número de brasileiros com emprego bate recorde
O número de pessoas ocupadas chegou a 103,3 milhões de brasileiros, o maior da série histórica
A taxa de desemprego caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 27, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma queda de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre terminado em abril, quando o indicador estava em 5,8%. Na comparação com o mesmo período de 2025, a taxa recuou 0,3 ponto percentual.
A população desocupada foi estimada em 5,8 milhões de pessoas, uma redução de 8,0% em relação ao trimestre anterior, o equivalente a 503 mil pessoas a menos. Na comparação anual, houve queda de 4,9%, ou 299 mil pessoas.
Ao mesmo tempo, a população ocupada chegou a 103,3 milhões de pessoas, o maior número da série histórica. O contingente cresceu 1,0% no trimestre, com a entrada de 1 milhão de pessoas no mercado de trabalho, e 0,9% em um ano, com alta de 899 mil trabalhadores.
O nível de ocupação, que representa a proporção de pessoas ocupadas em relação à população em idade de trabalhar, ficou em 58,9%. O indicador avançou 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em abril e permaneceu estável na comparação anual.
Subutilização também recua
A taxa composta de subutilização ficou em 13,0%, uma queda de 0,8 ponto percentual no trimestre e de 1,1 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025. A população subutilizada somou 14,9 milhões de pessoas, recuo de 5,2% no trimestre, ou 819 mil pessoas, e de 7,7% em um ano, o equivalente a 1,2 milhão de pessoas.
A população desalentada também diminuiu. O contingente chegou a 2,3 milhões de pessoas, queda de 9,7% no trimestre, ou 248 mil pessoas. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o recuo foi de 14,1%, com 380 mil pessoas a menos.
Emprego com carteira atinge maior contingente
O número de empregados no setor privado com carteira assinada, excluindo trabalhadores domésticos, alcançou 39,4 milhões de pessoas, também o maior contingente da série histórica. O resultado ficou estável tanto no trimestre quanto na comparação anual.
Já o número de empregados sem carteira no setor privado chegou a 13,8 milhões, alta de 3,6% no trimestre, com 477 mil pessoas a mais. Na comparação anual, o crescimento foi de 2,1%, ou 283 mil trabalhadores.
Com isso, o total de empregados no setor privado atingiu 53,2 milhões de pessoas, o maior nível da série.
O número de trabalhadores por conta própria ficou em 26,1 milhões e permaneceu estável no trimestre e no ano. Entre os trabalhadores domésticos, foram registrados 5,4 milhões de pessoas, estabilidade no trimestre e queda de 4,2% em relação ao mesmo período de 2025.
A taxa de informalidade foi de 37,5%, equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores. O percentual ficou acima dos 37,2% registrados no trimestre encerrado em abril e abaixo dos 37,8% observados um ano antes.
Renda fica estável no trimestre e cresce no ano
O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi de R$ 3.762 no trimestre encerrado em julho. O valor ficou estável em relação ao trimestre anterior e cresceu 3,3% na comparação anual.
A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 383,5 bilhões, o maior valor da série histórica. O indicador ficou praticamente estável no trimestre, com alta de 0,2%, equivalente a R$ 904 milhões, e cresceu 4,1% em um ano, com aumento de R$ 15,1 bilhões.
Entre os setores, apenas o grupo de Alojamento e alimentação apresentou queda significativa do rendimento médio mensal real habitual no trimestre, com recuo de 5,1%, ou R$ 128. Na comparação anual, houve crescimento nos segmentos de Indústria, de 4,7%; Outros serviços, de 6,6%; e Serviços domésticos, de 4,1%.
Construção lidera alta da ocupação
Entre os grupamentos de atividade, apenas a Construção apresentou crescimento significativo da ocupação na comparação com o trimestre encerrado em abril. O setor teve alta de 5,1%, com 371 mil pessoas a mais.
Na comparação anual, houve aumento da ocupação na Construção, de 4,2%, com 308 mil trabalhadores adicionais; em Transporte, armazenagem e correio, de 5,4%, com 321 mil pessoas a mais; e em Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, de 2,3%, com aumento de 438 mil trabalhadores.
O único grupamento com queda no período foi Serviços domésticos, que recuou 4,0%, com 229 mil pessoas a menos.
A força de trabalho, que reúne ocupados e desocupados, foi estimada em 109,2 milhões de pessoas, também o maior número da série histórica. O contingente cresceu 0,5% no trimestre, com 499 mil pessoas a mais, e 0,6% em relação ao mesmo período de 2025, com aumento de 600 mil pessoas.







