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Desemprego cai para 5,4% em junho, e renda média chega a R$ 3.738

Número de pessoas em busca de trabalho caiu em 718 mil no segundo trimestre, enquanto população ocupada chegou a 103,1 milhões

Por Ligia Moraes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 30 jul 2026, 09h13 | Atualizado em 30 jul 2026, 11h12
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A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,4% no trimestre encerrado em junho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 30, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa queda de 0,7 ponto percentual em relação aos três primeiros meses do ano, quando o indicador estava em 6,1%. Na comparação com o mesmo período de 2025, a taxa recuou 0,4 ponto percentual.

O número, divulgado nesta quinta-feira pelo IBGE, veio em linha com o esperado por analistas de mercado e é o menor já registrado para um mês de junho.

Ao todo, 5,9 milhões de pessoas estavam em busca de trabalho no país. O contingente caiu 10,9% em relação ao trimestre anterior, com 718 mil pessoas a menos na fila do desemprego. Em um ano, a redução foi de 392 mil.

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Trabalho

A queda da desocupação veio acompanhada pelo crescimento do número de trabalhadores. A população ocupada chegou a 103,1 milhões de pessoas, com o acréscimo de 1,1 milhão de ocupados em relação ao primeiro trimestre. Na comparação anual, houve aumento de 742 mil pessoas.

O nível de ocupação, que mostra a proporção de pessoas trabalhando entre aquelas em idade para trabalhar, subiu de 58,2% para 58,8%. A força de trabalho, formada por ocupados e pessoas à procura de emprego, chegou a 108,9 milhões.

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Os indicadores de subutilização também recuaram. A taxa caiu de 14,3% para 12,9%, alcançando 14,7 milhões de pessoas. O grupo reúne desempregados, pessoas que gostariam de trabalhar, mas não procuraram uma vaga, e aquelas que trabalhavam menos horas do que poderiam. O contingente diminuiu em 1,6 milhão de pessoas no trimestre e em 1,8 milhão em um ano.

O número de desalentados, pessoas que desistiram de procurar emprego, caiu 14,7% no trimestre, para 2,3 milhões. Na comparação com o mesmo período de 2025, a redução foi de 17%.

O rendimento médio real habitual ficou em 3.738 reais, estável em relação ao primeiro trimestre e 2,8% acima do registrado um ano antes. A massa de rendimentos alcançou 380,3 bilhões de reais, com crescimento anual de 3,6%, o equivalente a 13,2 bilhões de reais.

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O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado permaneceu estável, em 39,4 milhões. Já o contingente de empregados sem carteira cresceu 2,2% no trimestre, com a entrada de 288 mil pessoas, e chegou a 13,6 milhões. O setor público empregava 13,0 milhões de trabalhadores, alta de 2,6%.

Entre as atividades, o emprego avançou nos setores de transporte, armazenagem e correio, com a entrada de 235 mil pessoas, e de administração pública, educação, saúde e serviços sociais, que ganhou 489 mil trabalhadores.

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