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Entenda como Lula e Flávio Bolsonaro impactam bolsa e dólar hoje

Enquanto Ibovespa cai 1,8%, dólar valoriza mais de 2% e volta ao patamar de 5 reais

Por Leticia Yamakami Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 Maio 2026, 18h01

Dados sobre inflação, especialmente nos Estados Unidos, continuam no radar do mercado. O Ibovespa, principal índice da B3, já amanheceu em queda pressionado pelo CPI (índice de inflação ao consumidor) e o PPI (inflação ao produtor) americanos. O primeiro foi divulgado na terça-feira, 12, e indicou aceleração para 3,8% em abril, atingindo o maior patamar em três anos, em meio ao choque energético provocado pela guerra com o Irã e à disparada nos preços dos combustíveis.

O segundo, noticiado nesta quarta-feira, 13, registrou aumento de 1,4% no mês passado — após avanço revisado para cima de 0,7% em março —, o maior ganho desde o início de 2022. A leitura de especialistas é que os resultados reforçam a percepção de que o Federal Reserve, banco central dos EUA, deverá manter os juros elevados por mais tempo.

O pessimismo da bolsa de valores se estendeu durante a tarde e a fez encerrar com baixa de 1,80%, aos 177 mil pontos. O principal fator é o atual cenário político brasileiro, que ganhou novos capítulos entre ontem e hoje que atingem negativamente os investidores.

A última pesquisa Genial/Quaest mostrou um aumento na popularidade de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida presidencial: crescimento de 2 pontos percentuais nas intenções de voto em um eventual segundo turno em 2026. Dessa forma, o presidente lideraria com 42% contra 41% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Somado a isso, há o contexto de novas medidas do governo federal: o fim da “taxa das blusinhas”, nome dado ao imposto de importação de 20% cobrado desde agosto de 2024 sobre compras internacionais de até 50 dólares realizadas por pessoas físicas por meio do programa Remessa Conforme, e a subvenção de combustível produzido no Brasil ou importado de outros países para tentar conter os efeitos da guerra no Irã sobre o setor.

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O cenário se agravou com o escândalo associado a Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, noticiado pela Intercept Brasil. A agência teve acesso às informações que confirmam que o senador negociou 134 milhões de reais com o banqueiro — no momento, preso — para bancar o filme sobre o pai e ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Sem dúvidas, a queda da bolsa deriva da notícia do áudio vazado de Flávio Bolsonaro. Isso também faz, inclusive, juros futuros e dólar subirem por conta da aversão ao risco”, explica  Bruno Perri, economista-chefe, estrategista de investimentos e sócio-fundador da Forum Investimentos.

O especialista afirma que “o mercado se ressente. Não por uma paixão por Flávio, mas por uma preferência até bastante explícita por uma mudança de regime para uma candidatura de oposição que traga uma política econômica mais ortodoxa, uma política fiscal mais responsável e uma visão mais pragmática da dívida e das despesas públicas.”

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Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado:

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