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Fed vê economia dos EUA quase parada e incerteza crescente

Atividade segue estável, inflação persiste e cortes de pessoal se ampliam, mostra novo Livro Bege

Por Camila Pati Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 out 2025, 16h32
Fed vê economia dos EUA quase parada e incerteza crescente Priorize VEJA no Google

A economia dos Estados Unidos praticamente estagnou nas últimas semanas, segundo o Livro Bege divulgado nesta quarta-feira, 15, pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. Publicado duas semanas antes de cada reunião do Fed sobre política monetária, o relatório serve para ajudar na avaliação sobre  a economia do país.

Com a paralisação parcial do governo dos Estados Unidos, que suspendeu a divulgação de diversos indicadores oficiais, o Livro Bege tende a ter papel mais relevante nas decisões do Federal Reserve, que no mês passado cortou a taxa básica em 0,25 ponto percentual

O documento aponta que entre os 12 distritos que compõem o sistema do banco central americano, três  relataram leve crescimento, cinco ficaram estáveis e quatro tiveram pequena desaceleração. O consumo das famílias recuou, com destaque para as classes média e baixa, que continuam buscando descontos diante da alta dos preços e da incerteza.

As vendas de carros elétricos subiram, impulsionadas pela corrida antes do fim de um crédito tributário federal em setembro. O setor industrial enfrenta condições difíceis por causa das tarifas e da queda da demanda, enquanto agricultura, energia e transporte também recuaram.

O mercado de trabalho mostra estabilidade, mas com aumento de demissões e substituição de vagas por automação e IA. A falta de mão de obra em áreas como construção e hotelaria foi associada a restrições migratórias pelo Fed. Os salários continuam subindo em ritmo moderado, pressionados pelos custos mais altos de saúde.

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O Fed indica no documento que  a inflação segue presente, os preços continuam subindo por causa do aumento dos custos de importação, seguros e tecnologia. Em alguns setores, o repasse foi total; em outros, as empresas seguraram os preços para não perder clientes.

“No geral, o sentimento empresarial se divide: alguns distritos esperam leve recuperação nos próximos 6 a 12 meses, enquanto outros veem incerteza prolongada e risco de impacto maior do shutdown sobre o crescimento”, diz o texto.

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