Fundo do poço? Lucro do Banco do Brasil afunda 54% no primeiro trimestre
A estatal reportou lucro líquido ajustado de 3,4 bilhões, abaixo do esperado pelo mercado
O Banco do Brasil reportou lucro líquido ajustado de 3,4 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2026, tombo de 53,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. A informação foi divulgada em comunicado enviado ao mercado nesta quarta-feira, 13.
O número ficou 17% abaixo do esperado pelo consenso de mercado reunido pelo BTG Pactual. A estimativa era de um lucro de 4,1 bilhões de reais para o período.
O resultado foi impactado pela continuidade da disparada da inadimplência na carteira de crédito do banco, o que levou a um novo salto nas provisões da companhia, dinheiro destinado a cobrir os calotes dos clientes. Com isso a empresa viu sua margem de ganhos encolher, gerando uma queda na rentabilidade.
A inadimplência na carteira de crédito do Banco do Brasil subiu de 3,63% no primeiro trimestre de 2025 para 5,05% no primeiro trimestre de 2026. O número representa uma alta de 1,4 ponto percentual em 12 meses. Na base trimestral houve um recuo da inadimplência na carteira do BB em 0,1 ponto percentual.
Em meio a disparada da inadimplência, a companhia apresentou um salto de 85,8% na Provisões para Devedores Duvidos (PDD), valor destinado a cobrir o não pagamento dívidas dos clientes, que chegou a 18,9 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2026.
Diante desse fatores, a rentabilidade do Banco do Brasil, medida pelo Retorno Sobre o Patrimônio Líquido (ROE, na sigla em inglês) ficou em 7,3%, tombo de 9,4 ponto percentual na comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação ao quarto trimestre de 2025, a rentabilidade recuou 5,1 ponto percentual.
Para a CEO do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, diz que a empresa tem adotado medidas para enfrentar o ciclo de agravamento da inadimplência do agronegócio, ampliamos e evoluímos no uso de garantias por alienação fiduciária e revisamos as esteiras de cobranças.
“Nos primeiros meses de 2026, já dobramos o número de judicializações realizadas durante todo o ano passado. Isso reflete o nosso direcionamento de buscar a recuperação dos nossos ativos”, conclui a CEO do Banco do Brasil.





