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Governo vê risco ao Pix após EUA classificarem PCC e CV como terroristas

Em nota, Planalto critica articulação da família Bolsonaro nos Estados Unidos e diz que medidas unilaterais podem prejudicar o sistema financeiro brasileiro

Por Ligia Moraes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 29 Maio 2026, 16h07 | Atualizado em 29 Maio 2026, 16h34
Governo vê risco ao Pix após EUA classificarem PCC e CV como terroristas Priorizar nos meus resultados Google

O governo federal afirmou nesta sexta-feira, 29, que a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pode afetar o sistema financeiro brasileiro e inovações nacionais como o Pix. Em nota, o Palácio do Planalto criticou a medida anunciada pelo governo de Donald Trump e acusou integrantes da família Bolsonaro de incentivar interferências estrangeiras em assuntos internos do país.

+ Lula reage a decisão de Trump sobre PCC e CV: ‘Não aceitamos ser tratados como republiqueta’

O posicionamento foi divulgado um dia após o Departamento de Estado dos EUA anunciar que as duas facções passarão a ser enquadradas como “Organizações Terroristas Estrangeiras” e “Terroristas Globais Especialmente Designados”, classificação que deve entrar em vigor em 5 de junho. O governo americano afirma que a medida amplia os instrumentos para combater fontes de financiamento ligadas aos grupos criminosos.

Na nota, o governo brasileiro declarou que continuará combatendo PCC e CV, mas argumentou que as facções não devem ser confundidas com organizações terroristas de motivação ideológica, política ou religiosa. O texto também afirma que medidas unilaterais adotadas por governos estrangeiros podem enfraquecer a cooperação internacional e gerar impactos econômicos para o Brasil.

“Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o PIX, que incomodam interesses estrangeiros”, afirmou o Planalto.

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O governo também classificou como “deplorável” a atuação de integrantes da família Bolsonaro nos Estados Unidos. Sem citar nomes no trecho, a nota afirma que “integrantes da família Bolsonaro” teriam defendido intervenção estrangeira no Brasil e relaciona a movimentação à recente decisão americana.

Apesar das críticas, o Planalto afirmou que segue disposto a cooperar com outros países no combate ao crime organizado. Segundo a nota, o Brasil apresentou ao Departamento de Estado americano, em abril deste ano, uma proposta de ampliação da cooperação em inteligência, combate à lavagem de dinheiro e tráfico internacional de armas.

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