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Guedes pede apoio de movimentos às reformas

O ministro recebeu grupos civis para apelar por auxílio nas ruas à agenda desenhada pelo Executivo

Por Victor Irajá, Eduardo Gonçalves Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 mar 2020, 18h12 | Atualizado em 3 mar 2020, 20h01
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O ministro da Economia, Paulo Guedes, recebeu representantes de organizações civis, conhecidas por orquestrar protestos, para uma reunião em Brasília ocorrida nesta terça-feira, 3, para amealhar apoio a agenda de reformas desenhadas pelo Ministério, como a administrativa e a tributária. Entre os presentes, estavam membros do Vem Pra Rua, do Movimento Brasil Livre (MBL) e do Movimento Brasil 200. O encontro foi realizado na casa do secretário de Desestatização, Salim Matar.

O ministro apresentou os principais pontos dos projetos e apelou para que os movimentos se mobilizassem para angariar apoio às propostas. Segundo ele, a ideia é, com o suporte dos principais grupos do país, encampar as reformas em “até 15 semanas” — que se encerram em julho —, segundo um cronograma apresentado pelo ministro aos representantes.

Pela agenda, Guedes quer aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Pacto Federativo na Câmara, a reforma tributária no Senado e o Novo Mercado do Gás até julho. Segundo o calendário de Guedes, porém, a reforma administrativa seria enviada até fevereiro — o que já não aconteceu.

Governo não enviará reforma tributária

Os movimentos aproveitaram a reunião para entender os projetos em discussão no Executivo e entender a pauta — para, assim, comprometer-se com o apoio à agenda de Guedes —, enquanto que o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto vivem às turras após Bolsonaro encaminhar mensagens a favor dos atos contra o Legislativo, marcados para 15 de março. Os movimentos não se comprometeram a apoiar essas manifestações.

Acompanhado de uma “macarronada muito bem-feita”, segundo um interlocutor, o ministro confirmou que não será enviada uma proposta de reforma tributária. As propostas do governo serão enviadas à Comissão Especial da PEC 45, que tramita na Câmara, e que está em estágio mais avançado. Segundo relatos de presentes, o ministro não abordou a possibilidade de se encampar uma nova CPMF. Os movimentos pediram auxílio a técnicos do Ministério da Economia para decidir qual proposta apoiar nos atos que devem ser organizados nas próximas semanas.

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