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Ibovespa cai após prévia do PIB acima do esperado

Curva de juros futuros aponta para uma Selic a 14% ao ano ao fim de 2026 após economia se mostrar resiliente

Bruno AndradePor Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 abr 2026, 11h49

O Ibovespa opera em queda nesta quinta-feira, 16, pressionado pela divulgação do IBC-Br levemente acima do esperado, o que impulsiona a curva de juros futuros e reforça as incertezas sobre o ritmo de cortes da Selic pelo Banco Central do Brasil. No exterior, a trégua entre Estados Unidos e Irã orienta o comportamento dos investidores globais.

Por volta das 11h40, o Ibovespa recuava 0,55%, aos 196.649,42 pontos. A prévia do PIB, medida pelo índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-Br), subiu 0,6% em fevereiro em relação a janeiro de 2026, na série com ajuste sazonal. O número ficou acima do esperado pelo mercado, que estimava um IBC-Br de 0,5%.

O indicador teve variações de 0,2% na agropecuária, 1,2% na indústria e 0,3% em serviços. O IBC-Br excluindo a agropecuária avançou 0,6% no mês. No trimestre encerrado em fevereiro de 2026 ante o trimestre terminado em novembro de 2025, o IBC-Br apresentou alta de 1,1%. Nos últimos 12 meses, o indicador avançou 1,9%.

O número acima do esperado mostra certa resiliência da economia com a indústria tendo um bom resultado mesmo com a Selic a 15% ao ano. Esse fator faz o mercado temer uma Selic elevada por um período mais prolongado, o que faz a curva de juros futuros apontar para uma Selic a 14,09% em novembro de 2026.

Ao fim de 2025, os juros futuros precificavam uma taxa por volta de 12% ao ano ao fim de 2026. O juro mais elevado causa uma fuga de capital da renda variável para a renda fixa.

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Cenário internacional também pesa no mercado

No cenário internacional, o mercado monitora possível negociação na guerra do Oriente Médio. O governo dos Estados Unidos expressou otimismo a respeito das negociações com o Irã e prosseguiu com os esforços de mediação entre Israel e Líbano, ao anunciar que os “líderes” dos dois países conversarão nesta quinta-feira, 16, informação corroborada por uma ministra israelense, mas que não foi confirmada por Beirute.

O presidente americano, Donald Trump, escreveu na noite de quarta-feira em sua rede Truth Social que Washington está “tentando criar um pouco de espaço para respirar entre Israel e Líbano. “Faz muito tempo que os dois líderes não conversam, quase 34 anos. Vai acontecer amanhã. Ótimo!”, afirmou.

O anúncio foi feito após o encontro, na terça-feira, entre os embaixadores dos dois países em Washington, no contexto da guerra entre Israel e o grupo libanês pró-iraniano Hezbollah.

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Uma fonte oficial libanesa, no entanto, negou à agência AFP ter conhecimento da conversa anunciada por Trump: “Não estamos a par de qualquer contato previsto com a parte israelense e não fomos informados sobre isso pelos canais oficiais”, declaro.

A ministra israelense da Inovação, Gila Gamliel, afirmou que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu “conversará pela primeira vez” com o presidente libanês, Joseph Aoun, “após tantos anos de ruptura total do diálogo entre os dois países”.

“Esperamos que a iniciativa conduza finalmente à prosperidade e ao desenvolvimento do Líbano como Estado”, acrescentou à rádio militar.

Em suma, o mercado segue otimista, mas cauteloso após o Ibovespa subir forte nos últimos dias. O investidor deve manter a cautela com sua carteira e não mudar sua tese de investimentos.

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