Ibovespa encerra setembro com alta acumulada de 4,86%
Nesta quarta-feira, bolsa tem alívio de olho em dados de inflação nos Estados Unidos
O Ibovespa teve valorização de 1,37% nesta quarta-feira, 30, avançando para os 186,3 mil pontos. A alta na bolsa de valores tem como base um ambiente externo mais favorável, com dados de inflação nos Estados Unidos ajudando a reduzir a pressão sobre os juros americanos. No Brasil, a queda dos juros futuros e do dólar também melhora o sentimento dos investidores, enquanto Petrobras (PETR4) e os grandes bancos dão sustentação ao índice. Em setembro, o índice registrou crescimento acumulado de 4,86%.
Entre as ações de peso no principal índice da B3, os bancos operaram majoritariamente no positivo. O Itaú (ITUB4) liderou os ganhos, com alta de 4,68%, seguido pelo Banco do Brasil (BBAS3), que avançou 4,67%. O Bradesco (BBDC4) avançou 4,11%, enquanto o Santander (SANB11) nadou em direção contrária e teve desvalorização de 2,77%.
Nesta manhã, os EUA divulgaram o PCE, o núcleo do índice de Preços para Gastos com Consumo Pessoal, que avançou 0,2% em agosto na comparação com julho. Em doze meses, o núcleo acumula alta de 3%. “O indicador, que é a medida de inflação preferida do Federal Reserve (Fed), trouxe um alívio ao confirmar a desaceleração dos preços na economia americana, estimulando um apetite global por ativos de risco que se converteu em forte fluxo de compras na B3”, afirma Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad.
O dólar, por sua vez, encerrou em baixa e ficou cotado a 5,17 reais, acompanhando o alívio internacional consolidado pelo PCE. Segundo Nossig, a desvalorização do câmbio refletiu diretamente a entrada de capital estrangeiro buscando oportunidades nas ações brasileiras e o consequente alívio na curva de juros locais, retirando o prêmio de risco sobre a moeda norte-americana neste encerramento de mês.
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