O Ibovespa opera em queda nesta segunda-feira, 10, aos 171 528 pontos, enquanto o dólar avançava 0,07%, cotado a 5,08 reais. O comportamento dos dois mercados reflete a cautela dos investidores diante dos próximos dados econômicos dos Estados Unidos e dos desdobramentos envolvendo o Estreito de Ormuz.
A divulgação de dados mais fracos do mercado de trabalho americano aumentou as apostas de que o Federal Reserve poderá adotar uma postura menos rígida na condução dos juros. O resultado, porém, ainda não foi suficiente para provocar uma mudança mais clara nos ativos, já que o mercado aguarda o CPI, principal indicador de inflação dos Estados Unidos, previsto para quarta-feira.
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A expectativa é de uma desaceleração marginal da inflação anual, de 3,5% para 3,4%. Caso o índice venha acima das projeções, o Fed poderá manter os juros elevados por mais tempo, mesmo diante do enfraquecimento do mercado de trabalho. Esse cenário tende a sustentar o dólar no exterior e limitar o espaço para uma recuperação mais consistente das bolsas.
No Brasil, a Selic em 14% continua oferecendo suporte ao real por meio do diferencial de juros, mas, ao mesmo tempo, mantém elevado o custo de capital e pode reduzir o interesse dos investidores por ativos de renda variável. Para Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, essa combinação ajuda a explicar a falta de direção definida para o câmbio e para o Ibovespa.
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Para Bruno Yamashita, coordenador de alocação e inteligência da Avenue, os dados de inflação devem concentrar a atenção dos investidores ao longo da semana, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. “Em resumo, a semana será marcada pela expectativa em torno dos dados de inflação nos Estados Unidos e no Brasil, que devem orientar as perspectivas para os próximos passos da política monetária e, consequentemente, o comportamento dos mercados globais”, afirma.
Nesse cenário, os mercados iniciam a semana em compasso de espera. Enquanto os dados mais fracos de emprego nos EUA aumentam a possibilidade de uma política monetária menos restritiva, as incertezas sobre a inflação americana e o cenário geopolítico impedem que os investidores assumam posições mais fortes.
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