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Ibovespa avança mesmo com tensão entre EUA e Irã

Bolsa brasileira sobe impulsionada por bancos e varejo, enquanto investidores monitoram impacto do petróleo na inflação global

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 mar 2026, 11h11 | Atualizado em 10 mar 2026, 12h18
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O Ibovespa abriu em alta nesta terça-feira (10), alcançando 181.584 pontos, com avanço de 0,51% no início do pregão. O movimento ocorre mesmo em meio ao aumento das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, além das preocupações de países europeus com a escalada nos preços do petróleo.

Entre os papéis de maior peso no índice, os grandes bancos iniciaram o dia no campo positivo. As ações do Bradesco (BBDC4) lideravam os ganhos do setor, com alta de 1,23%, seguidas por Banco do Brasil (BBAS3), que avançava 0,85%. Já Santander (SANB11) e Itaú (ITUB4) também operavam em alta, porém com movimentos mais moderados, de 0,32% e 0,21%, respectivamente.

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No setor de varejo, os destaques ficaram com Arezzo (AZZA3), que registrava o segundo dia consecutivo de forte valorização, com alta de 5,14%. Na sequência apareciam Petz (PETZ3), com 2,20%, e Casas Bahia (BHIA3), que avançava 1,75%. Entre os papéis mais negociados do pregão estavam Itaúsa (ITSA4), com leve queda de 0,07%, e Itaú (ITUB4), em alta de 0,21%. No lado negativo do índice, as maiores baixas eram registradas por GPA (PCAR3), com recuo de 6,59%, e Raízen (RAIZ4), que caía 5,45%.

Segundo Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, parte do mercado entende que o conflito entre Estados Unidos e Irã pode não evoluir para uma interrupção prolongada no fornecimento global de petróleo, o que reduz momentaneamente a pressão sobre ativos de risco. “Ainda assim, o avanço é limitado porque os investidores continuam monitorando o impacto da commodity na inflação global e nas decisões de política monetária”, afirma.

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Cenário internacional

No exterior, o ambiente segue marcado por cautela. Para Antonio Patrus, diretor da Bossa Invest, a moeda americana voltou a ganhar força em meio ao aumento da aversão ao risco. “O mercado global segue operando em modo defensivo diante da guerra entre Estados Unidos e Irã e do risco de interrupção no fluxo de petróleo no Oriente Médio. Esse tipo de cenário aumenta a busca por proteção e fortalece o dólar, especialmente em economias emergentes”, explica.

Por volta das 11h10 o dólar operava em 5,18 reais, enquanto em Wall Street os índices futuros apresentavam desempenho misto: o Dow Jones recuava 0,13%, o S&P 500 caía 0,10%, enquanto o Nasdaq avançava 0,11%.

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