iFood confirma vazamento de dados de 1,2 milhão de clientes da plataforma
Incidente comprometeu nomes, CPFs, números de telefone e endereços de usuários, mas dados bancários não compõem o vazamento, segundo a empresa
O iFood confirmou nesta quarta-feira, 3, um vazamento de dados que atingiu cerca de 1,2 milhão de clientes da plataforma, o equivalente a aproximadamente 2% de sua base de usuários. A empresa, no entanto, contestou relatos que apontavam a exposição de informações de mais de 43 milhões de pessoas e afirmou não ter encontrado evidências que sustentem um incidente dessa dimensão.
O caso começou a ganhar repercussão na última quinta-feira, 28, quando um usuário anunciou a suposta venda de dados de 43,8 milhões de clientes da plataforma. Na ocasião, as amostras divulgadas não permitiam verificar a origem das informações nem a dimensão do vazamento. No dia seguinte, o iFood informou que não havia identificado indícios de uma invasão recente, mas posteriormente afirmou ter localizado a origem do problema e sua extensão.
Segundo a companhia, os dados divulgados na internet estão relacionados a um episódio isolado ocorrido em dezembro de 2025. Em nota, o iFood afirmou que identificou a origem do vazamento, delimitou sua extensão e adotou medidas para conter o problema.
A empresa informou que nomes, CPFs, números de telefone e endereços de usuários foram expostos, mas ressaltou que credenciais de acesso às contas não foram comprometidas. Também disse que não há indícios de vazamento de senhas, dados bancários, meios de pagamento ou registros financeiros relacionados às transações realizadas na plataforma.
Segundo informações divulgadas pelo TecMundo, os responsáveis pela divulgação dos dados afirmam que a origem do incidente estaria no Sistema iFood de Resposta às Autoridades (SIRA), plataforma utilizada para atender solicitações judiciais, administrativas e de órgãos públicos.
De acordo com o relato atribuído aos criminosos, uma falha de segurança teria permitido a extração gradual de informações de clientes ao longo de vários meses, reduzindo a possibilidade de detecção pelos mecanismos de monitoramento. Os responsáveis pela divulgação dos dados também alegam que a vulnerabilidade foi explorada por cerca de três meses com motivação financeira e que pretendiam exigir pagamento em troca das informações obtidas. O iFood não confirmou essas alegações.
A principal divergência entre a versão da empresa e a dos responsáveis pela divulgação dos dados está no alcance do incidente. Enquanto o iFood afirma que aproximadamente 1,2 milhão de usuários foram impactados, os criminosos sustentam que a base obtida seria significativamente maior. Não foram apresentadas evidências que confirmem os números mais elevados.
Embora não haja evidências de vazamento de senhas ou dados financeiros completos, o conjunto de informações cadastrais expostas pode ser utilizado em golpes de engenharia social, nos quais criminosos usam dados reais para se passar por empresas ou instituições e tentar obter novas informações das vítimas.
Em nota enviada a VEJA, o iFood informou que segue adotando medidas de proteção e afirmou atuar em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A empresa também reiterou que não há evidências de que o incidente tenha alcançado a escala de dezenas de milhões de usuários divulgada inicialmente.
Leia na íntegra a nota enviada pelo iFood:
O iFood não encontrou qualquer evidência de que 43 milhões de dados de usuários foram vazados. Após sucessivas análises, identificamos que o material disponibilizado na internet se refere a um incidente isolado, ocorrido em dezembro de 2025, e que foi rapidamente neutralizado pelos nossos protocolos de segurança. O evento envolveu dados cadastrais, como nome e CPF, sem qualquer comprometimento de senhas, meios de pagamento ou registros financeiros, com impacto restrito a cerca de 2% da nossa base de usuários.
O iFood lamenta o ocorrido e reforça para os usuários que todas as comunicações são feitas somente pelos canais oficiais da plataforma. A segurança da nossa comunidade é prioridade e seguimos atuando em estrita conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para aprimorar constantemente nossos sistemas.






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