Índice do medo dispara e bolsas caem com guerra no Oriente Médio
Mercados asiáticos e americano desabam, enquanto Bolsas da Europa têm pregão misto
As principais Bolsas de Valores recuavam nesta segunda-feira, 13, em meio a retomada das hostilidades no Estreito de Ormuz entre Estados Unidos e Irã. O índice do medo subia mais 8%, reforçando um pregão turbulento após um fim de semana de retomada de ataques no Oriente Médio.
Por volta das 8h30, o índice do medo subia 8,58%, aos 16,32 pontos. O índice do medo é um indicador do mercado financeiro que mede a expectativa de volatilidade e o nível de incerteza dos investidores para os próximos 30 dias. O mesmo vem do mercado derivativos do índice S&P 500.
No mercado asiático, o índice CSI 1000, que abrange ações das Bolsas de Xangai e Shenzhen, recuou 5,01%. No Japão, o Nikkei 225 caiu 1,76%. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,16%. No mercado europeu, o Euro STOXX 600 recuava 0,07%. A bolsa de Londres caía 0,10%. Em Paris, o CAC 40 subia 0,12%, alta semelhante na Espanha, que era de 0,15%. Na Alemanha, o DAX avançava 0,08%.
Já os índices futuros dos Estados Unidos, o Dow Jones futuro recuava 0,01%. Já o S&P500 caía 0,27% e Nasdaq futuro recuava 0,9%. A queda dos mercados acontecem em meio ao conflito no Oriente Médio. O governo iraniano anunciou um novo fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.
Pelo segundo dia consecutivo, forças americanas bombardearam alvos no Irã com o objetivo de impedir que Teerã controle o Estreito de Ormuz. Em resposta, o governo iraniano informou ter lançado ataques contra bases militares dos Estados Unidos em diferentes países do Golfo.
A escalada da tensão ocorre após um ataque iraniano, na madrugada de domingo da semana passada, contra um navio comercial que navegava pelo Estreito de Ormuz. A tripulação precisou abandonar a embarcação.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta semana que o cessar-fogo “acabou” após os ataques iranianos contra embarcações na região de Ormuz. No sábado, 11, o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz.
No entanto, dados do site MarineTraffic mostram que, por volta das 7h30 desta segunda-feira, embarcações com destino a países como Paquistão e Estados Unidos continuavam atravessando a via marítima. Isso indica que a passagem ainda não foi completamente interrompida.
Diante desse cenário, as forças americanas no Oriente Médio atacaram sistemas de defesa aérea iranianos, radares costeiros, estruturas de lançamento de mísseis e drones, além de embarcações de pequeno porte. Segundo Washington, a operação tem como objetivo impedir que a República Islâmica bloqueie a navegação pelo estreito.
A Guarda Revolucionária, força militar de elite do Irã, informou, em comunicados divulgados pela agência oficial IRNA, ter atacado a Base Aérea Príncipe Hassan, na Jordânia, um centro de comando de drones militares no Bahrein e duas bases aéreas no Kuwait.
O grupo também reivindicou ataques contra instalações militares americanas em Omã. No domingo, já haviam sido registrados ataques a bases dos Estados Unidos no Catar. O Exército do Kuwait confirmou nesta segunda-feira que acionou seus sistemas de defesa para responder a “objetos aéreos hostis” lançados contra o território do país.
Histórico do acordo
Estados Unidos e Irã assinaram, em 17 de junho, um protocolo de entendimento que previa uma trégua de 60 dias para negociar o fim da guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro após um ataque conjunto de Israel e dos Estados Unidos contra o território iraniano.
A retomada dos confrontos compromete o acordo firmado entre as partes e amplia as incertezas sobre o conflito, que já provoca impactos na economia global.
Em comunicado, o governo iraniano condenou os bombardeios americanos em seu território e acusou Washington de “anular todos os esforços dos últimos meses” para restabelecer a paz na região.
(Com informações da AFP)






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