ASSINE VEJA NEGÓCIOS

Índice do medo dispara e bolsas caem com guerra no Oriente Médio

Mercados asiáticos e americano desabam, enquanto Bolsas da Europa têm pregão misto

Bruno AndradePor Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 jul 2026, 08h27 | Atualizado em 13 jul 2026, 08h40
Índice do medo dispara e bolsas caem com guerra no Oriente Médio Priorizar nos meus resultados Google

As principais Bolsas de Valores recuavam nesta segunda-feira, 13, em meio a retomada das hostilidades no Estreito de Ormuz entre Estados Unidos e Irã. O índice do medo subia mais 8%, reforçando um pregão turbulento após um fim de semana de retomada de ataques no Oriente Médio.

Por volta das 8h30, o índice do medo subia 8,58%, aos 16,32 pontos. O índice do medo é um indicador do mercado financeiro que mede a expectativa de volatilidade e o nível de incerteza dos investidores para os próximos 30 dias. O mesmo vem do mercado derivativos do índice S&P 500.

No mercado asiático, o índice CSI 1000, que abrange ações das Bolsas de Xangai e Shenzhen, recuou 5,01%. No Japão, o Nikkei 225 caiu 1,76%. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,16%. No mercado europeu, o Euro STOXX  600 recuava 0,07%. A bolsa de Londres caía 0,10%. Em Paris, o CAC 40 subia 0,12%, alta semelhante na Espanha, que era de 0,15%. Na Alemanha, o DAX avançava 0,08%.

Já os índices futuros dos Estados Unidos, o Dow Jones futuro recuava 0,01%. Já o S&P500 caía 0,27% e Nasdaq futuro recuava 0,9%. A queda dos mercados acontecem em meio ao conflito no Oriente Médio. O governo iraniano anunciou um novo fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.

Pelo segundo dia consecutivo, forças americanas bombardearam alvos no Irã com o objetivo de impedir que Teerã controle o Estreito de Ormuz. Em resposta, o governo iraniano informou ter lançado ataques contra bases militares dos Estados Unidos em diferentes países do Golfo.

Continua após a publicidade

A escalada da tensão ocorre após um ataque iraniano, na madrugada de domingo da semana passada, contra um navio comercial que navegava pelo Estreito de Ormuz. A tripulação precisou abandonar a embarcação.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta semana que o cessar-fogo “acabou” após os ataques iranianos contra embarcações na região de Ormuz. No sábado, 11, o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz.

No entanto, dados do site MarineTraffic mostram que, por volta das 7h30 desta segunda-feira, embarcações com destino a países como Paquistão e Estados Unidos continuavam atravessando a via marítima. Isso indica que a passagem ainda não foi completamente interrompida.

Continua após a publicidade

Diante desse cenário, as forças americanas no Oriente Médio atacaram sistemas de defesa aérea iranianos, radares costeiros, estruturas de lançamento de mísseis e drones, além de embarcações de pequeno porte. Segundo Washington, a operação tem como objetivo impedir que a República Islâmica bloqueie a navegação pelo estreito.

A Guarda Revolucionária, força militar de elite do Irã, informou, em comunicados divulgados pela agência oficial IRNA, ter atacado a Base Aérea Príncipe Hassan, na Jordânia, um centro de comando de drones militares no Bahrein e duas bases aéreas no Kuwait.

O grupo também reivindicou ataques contra instalações militares americanas em Omã. No domingo, já haviam sido registrados ataques a bases dos Estados Unidos no Catar. O Exército do Kuwait confirmou nesta segunda-feira que acionou seus sistemas de defesa para responder a “objetos aéreos hostis” lançados contra o território do país.

Continua após a publicidade

Histórico do acordo

Estados Unidos e Irã assinaram, em 17 de junho, um protocolo de entendimento que previa uma trégua de 60 dias para negociar o fim da guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro após um ataque conjunto de Israel e dos Estados Unidos contra o território iraniano.

A retomada dos confrontos compromete o acordo firmado entre as partes e amplia as incertezas sobre o conflito, que já provoca impactos na economia global.

Em comunicado, o governo iraniano condenou os bombardeios americanos em seu território e acusou Washington de “anular todos os esforços dos últimos meses” para restabelecer a paz na região.

(Com informações da AFP)

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo e branco, ao lado de Você pediu, a gente ouviu! em branco. À direita, capas de revistas e um celular com tela ligada, e um ícone de árvore à esquerda.Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo neon, acompanhado de um raio. Abaixo, Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas: SUPER com um copo de milk-shake, VEJA com paisagem e MUNDO ESTRANHO com carros. Um ícone de árvore estilizada no canto superior direito
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Premium

O mercado não espera — e você também não pode!
Com a Veja Negócios Digital, você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
De: R$ 24,99/mês Apenas R$ 1,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 63% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Veja Negócios impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).