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Indústria corta vagas no pior janeiro desde 2017

Emprego, produção e uso da capacidade começam 2026 em queda; CNI atribui fraqueza à demanda pressionada pelos juros

Por Camila Pati Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 fev 2026, 13h04
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A indústria brasileira iniciou 2026 com redução no número de trabalhadores e perda de ritmo na atividade. O índice de evolução do emprego do setor marcou 47,6 pontos em janeiro, abaixo da linha de 50 que indica crescimento e o pior resultado para o mês desde 2017, segundo a Sondagem Industrial da CNI.

O movimento veio acompanhado de recuo na produção. O indicador de atividade industrial ficou em 44,9 pontos, também abaixo de 50 e no menor nível para janeiro desde 2022. Ao mesmo tempo, a utilização da capacidade instalada permaneceu em 66%, o menor patamar para o mês desde 2019.

Na avaliação da Confederação Nacional da Indústria, o desempenho reflete a queda da demanda por produtos industriais, associada ao patamar elevado dos juros.

Os estoques começaram o ano abaixo do planejado pelas empresas, outro sinal de desaceleração. Apesar disso, as expectativas para os próximos seis meses melhoraram: a previsão de demanda subiu para 54,2 pontos, e a expectativa de emprego passou para 50,4 pontos, indicando perspectiva de recuperação moderada.

A intenção de investimento caiu pelo segundo mês seguido, para 55,3 pontos, embora ainda acima da média histórica do indicador.

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Estádio de futebol lotado com bandeira do Brasil e bola no campo, e um jogador de camisa amarela comemorando. À direita, capas de revistas Veja, Super, Viagem e Quatro Rodas flutuando sobre fundo verde escuroTorcedor de costas, vestindo camisa amarela, comemora com os braços erguidos em um estádio de futebol lotado, sob um céu verde-azulado. Uma bola de futebol com a bandeira do Brasil está no campo. À direita, um fundo verde escuro com um pequeno ícone de árvore branca no canto inferior direito
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