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Inflação sobe 0,88% em março com pressão de combustíveis e alimentos

IPCA acelerou no mês e chegou a 4,14% em 12 meses, com impacto concentrado em gasolina, leite e tomate

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 abr 2026, 09h24 | Atualizado em 10 abr 2026, 11h37
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A inflação oficial do país voltou a acelerar em março. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,88% no mês, acima dos 0,70% registrados em fevereiro, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira, 10. 

O avanço foi puxado principalmente pelos grupos de transportes e alimentação e bebidas, que juntos responderam por 76% do índice no período. O destaque ficou para a gasolina, que subiu 4,59% e teve o maior impacto individual na inflação, contribuindo com 0,23 ponto percentual.

Também pressionaram o índice as passagens aéreas, com alta de 6,08%, e o diesel, que avançou 13,90%, embora com menor peso no cálculo. Já no grupo de alimentação, produtos básicos tiveram fortes elevações, como o leite longa vida (+11,74%) e o tomate (+20,31%).

No acumulado do ano, a inflação soma alta de 1,92%, enquanto em 12 meses chega a 4,14%, acima dos 3,81% observados anteriormente. Apesar da aceleração, o índice ainda se mantém próximo do teto da meta. Entre as regiões, Salvador registrou a maior alta (1,47%), impulsionada pelos preços da gasolina e das carnes, enquanto Rio Branco teve a menor variação (0,37%), com queda na energia elétrica e nas frutas. Já São Paulo e Rio de Janeiro ficaram abaixo da média nacional, com inflação de 0,78%.

Além do IPCA, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias de menor renda, avançou 0,91% em março, também mostrando aceleração frente ao mês anterior. O resultado reforça a pressão recente sobre itens essenciais e mantém o cenário inflacionário no radar, especialmente diante da combinação entre alimentos mais caros e impacto dos combustíveis na cadeia de preços.

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