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Venda de medicamentos nos supermercados pode baratear preços?

Lei foi sancionada na segunda-feira

Por Veruska Costa Donato 24 mar 2026, 14h14 | Atualizado em 25 mar 2026, 10h49
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A nova lei que autoriza farmácias completas dentro de supermercados começa a redesenhar um pedaço importante do varejo brasileiro. Sancionada como Lei 15.357, a medida tira o país de um certo atraso regulatório e aproxima o modelo local do que já é prática comum lá fora. A leitura de quem acompanha o setor é direta: não se trata apenas de conveniência, mas de uma mudança estrutural na forma como o consumidor acessa medicamentos.

Integração

O principal defensor dessa integração, João Galassi, presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), insiste que não estamos falando de prateleiras improvisadas. Segundo ele, serão farmácias completas, com área isolada, controle sanitário e presença obrigatória de farmacêutico. Ou seja, o modelo tenta equilibrar praticidade com segurança — um ponto sensível quando o assunto é saúde.

Comportamento

Na prática, a mudança conversa diretamente com o comportamento do consumidor. O brasileiro vai muito mais ao supermercado do que à farmácia, e isso pode facilitar — e muito — o acesso a medicamentos e orientação profissional. Especialmente em cidades menores, onde muitas vezes o mercado já é um ponto central da rotina, essa integração pode significar acesso mais rápido e frequente a cuidados básicos de saúde.

Concorrência

Do ponto de vista econômico, o efeito mais esperado é o aumento da concorrência. Mais pontos de venda, mais disputa por preço. Galassi aposta que isso deve abrir espaço para promoções, serviços e até novos formatos de parceria, inclusive com farmácias menores que podem operar dentro dos supermercados. É uma tentativa de transformar custo fixo em oportunidade de expansão.

Acesso

Mas nem tudo é consenso. Há preocupação no setor farmacêutico tradicional sobre como essa concorrência vai se dar na prática — especialmente para pequenos estabelecimentos que já operam com margens apertadas. A dúvida é se a ampliação do acesso virá acompanhada de equilíbrio competitivo ou se haverá concentração nas grandes redes e varejistas.

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Preços

No fim, o movimento tem cara de tendência irreversível. Quando conveniência, preço e acesso entram na mesma equação, o consumidor costuma puxar a balança. E, nesse caso, a decisão de compra pode deixar de ser apenas sobre onde comprar remédio — para virar também sobre tempo, facilidade e, claro, economia.

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