Mercado interrompe cortes na projeção da inflação e mantém IPCA em 5,02%
Economistas reduziram estimativa de crescimento do PIB para 1,95%, enquanto previsões para Selic e dólar permaneceram estáveis
O mercado financeiro interrompeu a sequência de reduções na projeção para a inflação de 2026, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, 24. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) permaneceu em 5,02%, depois de seis semanas consecutivas de queda.
Apesar da estabilidade, a inflação esperada para este ano continua acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central. O objetivo é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Para 2027, o movimento foi na direção contrária. A projeção para o IPCA avançou de 4,24% para 4,25%, na segunda semana consecutiva de alta. Para 2028, a estimativa permaneceu em 3,80% e, para 2029, em 3,50%.
No campo da atividade econômica, os economistas reduziram a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, de 1,98% para 1,95%. Para 2027, a estimativa permaneceu em 1,50%. Já a projeção para 2028 subiu de 1,89% para 1,98%, enquanto a de 2029 continuou em 2%.
As expectativas para a taxa básica de juros não sofreram alterações. A projeção para a Selic ao fim de 2026 permaneceu em 13,75% ao ano. Para 2027, o mercado continuou prevendo taxa de 12%, enquanto as estimativas para 2028 e 2029 ficaram em 10,50% e 10%, respectivamente.
No câmbio, a previsão para o dólar ao fim deste ano também permaneceu em 5,20 reais. Para 2027, a estimativa subiu de 5,29 reais para 5,30 reais. Em 2028, ficou estável em 5,30 reais e, para 2029, recuou de 5,36 reais para 5,36 reais, sem alteração na mediana.
O Boletim Focus reúne semanalmente as projeções de instituições financeiras para os principais indicadores da economia brasileira e funciona como um termômetro das expectativas do mercado para inflação, juros, câmbio e atividade econômica.







