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Microsoft corta 4.800 empregos e acelera reestruturação

Demissões atingem principalmente as áreas de vendas e Xbox e refletem estratégia das big techs de reduzir custos

Por Ernesto Neves Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 jul 2026, 13h42 | Atualizado em 6 jul 2026, 13h43
Microsoft corta 4.800 empregos e acelera reestruturação Priorizar nos meus resultados Google
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A Microsoft anunciou nesta segunda-feira (6) a demissão de cerca de 4.800 funcionários, o equivalente a 2,1% de sua força de trabalho global, em mais uma etapa da reestruturação voltada para financiar sua expansão em inteligência artificial.

Os cortes concentram-se nas áreas comerciais e na divisão de games Xbox, que sozinha responderá por aproximadamente 1.600 desligamentos.

Em mensagem enviada aos funcionários, a diretora de Recursos Humanos, Amy Coleman, afirmou que a empresa está redirecionando pessoas, investimentos e recursos para áreas consideradas estratégicas diante das transformações provocadas pela IA.

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Segundo ela, as funções eliminadas “não estão sendo substituídas por inteligência artificial”, embora reconheça que a tecnologia está mudando a forma como o trabalho é realizado e exigirá novas habilidades dos funcionários.

A medida ocorre no início do novo ano fiscal da companhia, período em que a Microsoft tradicionalmente promove ajustes em sua estrutura.

Em 2025, a empresa já havia eliminado cerca de 15 mil postos de trabalho em duas rodadas de demissões. Antes do novo corte, a companhia empregava mais de 220 mil pessoas em todo o mundo.

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Além das demissões, a Microsoft implementou neste ano um programa de aposentadoria voluntária para parte dos funcionários elegíveis.

Segundo pessoas familiarizadas com o processo, cerca de um terço dos empregados convidados aderiu ao plano, reduzindo a necessidade de cortes ainda mais profundos.

A divisão Xbox passa por uma reorganização mais ampla. Além da redução de aproximadamente 20% de seu quadro de funcionários ao longo deste ano fiscal, quatro estúdios de desenvolvimento de jogos passarão a operar de forma independente, com nova administração.

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A empresa afirma que a mudança busca preservar propriedades intelectuais e garantir a continuidade dos projetos em andamento.

A reestruturação acontece em meio ao maior ciclo de investimentos da história da Microsoft.

A empresa destina dezenas de bilhões de dólares à construção de data centers e infraestrutura para sustentar serviços de inteligência artificial, especialmente após aprofundar sua parceria com a OpenAI e incorporar recursos de IA em praticamente todo seu portfólio de produtos.

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Ao mesmo tempo, investidores vêm demonstrando preocupação com o retorno financeiro desses investimentos.

Em junho, as ações da Microsoft registraram seu pior desempenho mensal desde a era da bolha da internet, refletindo dúvidas sobre o ritmo de monetização da inteligência artificial e o impacto dos elevados gastos de capital.

A companhia não está sozinha nesse movimento. O setor de tecnologia vive uma fase de forte reorganização, na qual empresas ampliam investimentos em IA enquanto buscam compensar esses custos com maior eficiência operacional.

Nos últimos meses, Meta, Amazon, Google, Coinbase e Block também anunciaram novas rodadas de demissões, apesar de manterem planos robustos de expansão da infraestrutura voltada à inteligência artificial.

Em sua mensagem aos funcionários, Coleman afirmou que novas mudanças ainda devem ocorrer em outras áreas da empresa, à medida que a Microsoft adapta sua estrutura ao novo ciclo tecnológico.

Segundo a executiva, a companhia continuará priorizando o remanejamento interno de profissionais sempre que possível, mas reconheceu que a transformação do negócio exigirá novas reorganizações nos próximos meses.

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