Morre Chico Lopes, ex-presidente do Banco Central e idealizador do Copom
Economista teve passagem curta pela presidência do órgão, mas deixou herança que perdura até hoje
Morreu Francisco Lafaiete de Pádua Lopes, conhecido como Chico Lopes, nesta sexta-feira, 8. O economista e ex-presidente do Banco Central estava internado há um mês em um hospital no Rio de Janeiro por conta de uma cirurgia no intestino. Tinha 80 anos de idade.
Lopes participou de uma série de marcos da história econômica brasileira, incluindo planos de combate à hiperinflação, como o Plano Cruzado e o Plano Bresser, além de ter sido consultor informal da equipe que elaborou o Plano Real.
O economista falecido nesta sexta chegou ao comando do Banco Central em 1999, após a gestão de Gustavo Franco. Quatro anos antes.
O período de Lopes na presidência da autoridade monetária durou apenas vinte dias, mas deixou o legado da criação do Comitê de Política Monetária (Copom), que define a taxa básica de juros da economia através de um colegiado.
A saída de Lopes BC se deu com um pedido de demissão, em 1º de fevereiro de 1999, por desgastes em meio à política cambial adotada na época, com elevação do teto de cotações do dólar. Ele foi acusado de favorecer os bancos Marka e FonteCindam em uma operação que vendeu dólares a uma taxa abaixo da praticada pelo mercado. A medida causou um roubo de 1,6 bilhão de reais nas contas do BC.
De origem mineira, Chico Lopes estudou na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e na Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Era filho do ex-ministro da Fazenda Lucas Lopes.







