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MPF contraria área técnica do Cade e pede condenação de terminal de MSC e Maersk

Parecer acusa BTP de usar tarifa para dificultar atuação de concorrentes no Porto de Santos

Por Machado da Costa Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 29 set 2026, 13h00
MPF contraria área técnica do Cade e pede condenação de terminal de MSC e Maersk Priorize VEJA no Google

A Brasil Terminal Portuário (BTP), controlada por MSC e Maersk, entrou novamente no radar concorrencial. O Ministério Público Federal pediu ao Cade a condenação da companhia por abuso de posição dominante na cobrança da chamada SSE/THC2, uma tarifa que há mais de duas décadas provoca disputas no setor portuário.

A cobrança é feita pela movimentação de contêineres importados desde a pilha onde ficam armazenados no terminal até o portão de saída, quando a carga será retirada por um recinto alfandegado fora do porto. É justamente aí que nasce a disputa: esses recintos retroportuários concorrem com o próprio terminal na armazenagem das mercadorias e sustentam que a tarifa encarece artificialmente sua operação.

Para o MPF, a BTP teria usado sua posição na primeira etapa da cadeia — por onde necessariamente passam os contêineres desembarcados — para elevar os custos dos concorrentes na etapa seguinte, de armazenagem. O parecer considera a infração de alta gravidade e cita ainda retenção irregular de contêineres destinados a rivais e assédio ou redirecionamento de clientes.

A posição contraria a Superintendência-Geral do próprio Cade, que, em junho, recomendou o arquivamento do processo por considerar que havia um serviço adicional capaz de justificar a cobrança. Caberá agora ao Tribunal do Cade decidir qual das duas teses prevalece.

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A pressão concorrencial sobre a BTP ocorre em momento especialmente sensível. O terminal também está no centro das discussões envolvendo MSC, Maersk e o Tecon 10, futuro megaterminal de contêineres do Porto de Santos.

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