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“O consumidor decide como quer ser atendido”, diz CEO do Santander

Sérgio Rial afirma que as agências continuarão, mas serão redesenhadas

Por Humberto Maia Junior 9 out 2020, 06h00 | Atualizado em 4 jun 2024, 15h00
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Os grandes bancos aproveitaram o período de baixa concorrência e retornos altos. Essa era acabou? A indústria financeira no Brasil viveu dois grandes momentos. O primeiro foi o ajuste da inflação. Quando ela foi controlada, forçou os bancos a melhorar a eficiência. O outro é o que vivemos agora. O consumidor se apropriou do processo decisório que estava com os bancos. A indústria financeira não acreditava que pudesse ter seu modelo desafiado. Isso está sendo desconstruído.

As agências são importantes? Quem decide isso é o consumidor. Ele vai escolher o canal para ser atendido. Eu acho o espaço físico necessário. Não compactuamos com a história de que agências devem ser fechadas. Elas precisam e estão sendo redesenhadas.

Como competir com as fintechs? É cada vez mais comum a existência de empresas que apostam tudo em um único produto. Mas e o cliente? Será que ele vai querer ter um cartão de crédito num lugar, crédito imobiliário em outro, financiamento de veículo num terceiro?

Comprar fintechs é uma forma de incorporar a cultura de startups? Sem dúvida. Eu acredito na construção de um ecossistema que conversa com vários segmentos. Nosso ecossistema é como uma nação com várias tribos. Elas têm autonomia, mas fazem parte de uma grande nação.

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Por que as ações dos grandes bancos não se recuperam? Vejo uma dificuldade do investidor em precificar o custo de crédito. E existem muitos fundos dispostos a correr risco em outros setores. Isso faz parte do mercado. Eu acredito em empresas com capacidade de fluxo de caixa livre.

É o caso do Santander? Nos últimos cinco anos, geramos mais de 30 bilhões de reais em resultados. É muito dinheiro.

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Publicado em VEJA de 14 de outubro de 2020, edição nº 2708

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