ASSINE VEJA NEGÓCIOS

O Knicks na final da NBA é um mau agouro para as bolsas? Para esse gestor, é sim

Para Michael Burry, que fez fortuna ao prever o estouro da bolha imobiliária nos EUA em 2008, na última vez em que o Knicks disputou uma final, a bolsa afundou

Por Márcio Juliboni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 Maio 2026, 16h48
O Knicks na final da NBA é um mau agouro para as bolsas? Para esse gestor, é sim Priorizar nos meus resultados Google

Após vinte e sete anos de espera, o New York Knicks conquistou uma vaga para disputar a final da NBA, a principal liga de basquete dos Estados Unidos, ao derrotar o Cleveland Cavalliers de lavada – a equipe nova-iorquina venceu quatro partidas consecutivas de uma série prevista de sete. Mas, enquanto os torcedores festejavam na madrugada de segunda para terça-feira 26, um famoso gestor de fundos de investimento se preocupava. Para Michael Burry, que fez fama e fortuna ao prever o estouro da bolha imobiliária americana em 2008 e ser interpretado pelo ator Christian Bale no filme A Grande Aposta (The Big Short), o Knicks na final da NBA pode ser um mau agouro para as bolsas americanas.

 

Em uma postagem na rede social X, Burry enfileirou semelhanças entre 1999, quando a equipe de Nova York disputou a final do campeonato pela última vez, e múltiplos do mercado de ações. Segundo ele, a Nasdaq acumulava uma alta de 84% naquele período, ante uma valorização de 31% agora. O setor de tecnologia representava 33% do índice S&P 500 há vinte e sete anos e responde atualmente por 32%.

Outro parâmetro citado por Burry é o CAPE ratio, utilizado para determinar se uma ação ou um mercado está supervalorizado. Para obtê-lo, os analistas dividem o preço atual do papel pela média de lucros dos últimos dez anos, atualizada pela inflação. Segundo ele, o resultado atual é idêntico ao de 1999: uma taxa de 40 vezes. O gestor lembra ainda que os fundos de hedge alocavam, em 1999, 31% de sua carteira em papéis de tecnologia. Vinte e sete anos depois, o percentual é de 33%.

Diante dessas semelhanças, o gestor afirma, sem rodeios: “Na última vez em que o Knicks estavam nas finais da NBA, o índice Nasdaq atingiu seu pico nove meses depois e caiu 78%. A história está rimando muito agora.” Naquela ocasião, o mundo enfrentou o chamado estouro da bolha das empresas de internet. Em 10 de março de 2000, a Nasdaq alcançava os 5 132 pontos e cravava um novo recorde, impulsionada pelo entusiasmo do mercado com as empresas pontocom que popularizavam a internet no mundo todo. Ao longo dos anos 1990, empresas de hospedagem de sites e navegadores que permitiam aos internautas acessar as páginas on-line movimentaram montanhas de dinheiro.

Continua após a publicidade

Os maus resultados, contudo, começaram a aparecer e o otimismo esfriou até se reverter rapidamente em pânico. Mais de quinhentas empresas pontocom faliram nos Estados Unidos, destruindo cerca de 5 trilhões de dólares em investimentos nas bolsas.

Pode ser uma simples coincidência que o Knicks esteja novamente na final da NBA, no momento em que os indicadores do mercado americano de ações se aproximam com os de 1999, mas o mercado apostará contra alguém que previu o estouro da bolha imobiliária, inventou uma forma de explorá-la que ajudou a quebrar bancos então sólidos e gerou um lucro de 800 milhões de dólares aos clientes – e, de quebra, foi retratado no cinema por um galã de Hollywood?

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

OFERTA RELÂMPAGO

Digital Completo

O mercado não espera — e você também não pode!
Com a Veja Negócios Digital, você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 63% OFF

Revista em Casa + Digital Completo

Veja Negócios impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).