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O mercado e o temor de uma nova greve dos caminhoneiros

Manifestação pode afetar toda a economia

Por Veruska Costa Donato 13 jul 2026, 11h51 | Atualizado em 13 jul 2026, 12h35
O mercado e o temor de uma nova greve dos caminhoneiros Priorizar nos meus resultados Google

A agenda econômica dessa semana concentra indicadores relevantes. Na terça-feira, o Conselho Nacional de Política Energética decide sobre o aumento da mistura de etanol na gasolina, enquanto os Estados Unidos divulgam a inflação ao consumidor (CPI).

Inflação ao produtor

Na quarta-feira, saem a inflação ao produtor (PPI) nos EUA e o Produto Interno Bruto (PIB) da China, dados que podem influenciar o humor dos mercados globais.

MP do frete

A quinta-feira concentra dois eventos importantes para o Brasil: a divulgação das vendas no varejo e o prazo final para votação da MP do Frete, tema que pode definir os rumos da mobilização dos caminhoneiros.

Recesso parlamentar

Na sexta-feira, o mercado acompanha o IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, além do início do recesso parlamentar no Congresso. Com tantos fatores em jogo, a expectativa é de uma semana marcada por volatilidade e atenção redobrada aos desdobramentos políticos e econômicos.

Preocupação com a paralisação

Rodrigo Moliterno, sócio da Veedha Investimentos e especialista em renda variável, avalia que a principal preocupação do mercado nesta semana não está apenas nos indicadores econômicos, mas nas consequências de uma nova paralisação dos caminhoneiros.

Greve dos caminhoneiros: a crise de 2018 pode voltar?

Cautela

Para ele, a combinação entre a mobilização da categoria e o prazo final para votação da Medida Provisória (MP) do Frete cria um ambiente de cautela para investidores e empresas.

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‘Pimenta da semana’

Na avaliação do especialista, a greve é a “pimenta” da semana porque desperta lembranças da paralisação de 2018, que provocou desabastecimento, interrompeu cadeias produtivas e aumentou a volatilidade dos mercados.

Repetição de 2018?

Moliterno ressalta que, por enquanto, os ativos financeiros ainda não refletem esse risco de forma intensa, mas alerta que o cenário pode mudar rapidamente dependendo da condução política do tema.

“Se a gente fizer um déjà vu de como foi a última greve dos caminhoneiros em 2028, o que aconteceu com os mercados, o quão nervosos eles ficaram”, observou.

Compasso de espera

O especialista explica que o mercado segue em compasso de espera porque a MP do Frete perde a validade na quinta-feira, caso não seja votada pelo Senado.

Segundo ele, essa definição será determinante para medir o potencial de impacto sobre a economia. “Acho que ainda não está refletindo.

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Medida caduca na quinta-feira

Ainda está de forma talvez passiva, mas óbvio que vai depender se vai entrar ou não para votação, uma vez que ela caduca na quinta-feira”, afirmou.

A preocupação se justifica pela importância do transporte rodoviário para o abastecimento e a logística do país.

Federal Reserve e guerra na mira

Além do cenário doméstico, a semana também será influenciada pelo ambiente internacional. Moliterno destaca que a escalada das tensões no Oriente Médio voltou a elevar a aversão ao risco dos investidores.

Ormuz

O fechamento do Estreito de Ormuz reacendeu preocupações com o fornecimento global de petróleo, fator que pode pressionar os preços da energia e, consequentemente, a inflação em diversos países. Para a Petrobras, no entanto, a valorização da commodity tende a ser positiva por ampliar a receita com exportações.

Inflação

No Brasil, outro ponto acompanhado pelo mercado é a trajetória da inflação. Com a divulgação de indicadores mais favoráveis recentemente, aumentaram as apostas de que o Banco Central possa iniciar um ciclo de redução da taxa Selic já na reunião de agosto.

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Segundo Moliterno, essa expectativa ganhou força após a leitura mais comportada do IPCA, ampliando o otimismo em relação ao cenário de juros nos próximos meses.

 

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