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O que explica a alta limitada do Ibovespa nesta semana

Especialistas afirmam que aversão ao risco dos investidores aumenta após ultimato de Donald Trump contra Irã

Por Leticia Yamakami Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 abr 2026, 18h16 | Atualizado em 7 abr 2026, 18h54

Os mercados globais seguem atentos aos novos desdobramentos da guerra entre Estados Unidos e Irã. A incerteza ganhou um novo grau de agressividade nessa manhã, quando o presidente Donald Trump declarou que “uma civilização inteira morrerá esta noite” caso a reabertura do Estreito de Ormuz, marcada para esta terça-feira, 7, às 21h, não seja cumprida.

“Esse tipo de fala não apenas assusta, como paralisa o apetite por risco e é exatamente isso que reflete na queda das bolsas ao redor do mundo e, consequentemente, do Ibovespa”, afirma Leonardo Santana, especialista em investimentos e sócio da casa de análise Top Gain. O principal índice da B3 encerrou em pequena alta de 0,05% hoje, praticamente estável.

Em meio a esse cenário, Santana explica que a expectativa de cortes de juros tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, que sustentaria uma retomada mais consistente dos ativos de risco, ficou para trás. Essa pressão permanece devido ao preço do barril de petróleo brent, que continua sendo negociado acima dos 100 dólares.

A commodity é uma via de mão dupla: por um lado, sustenta e impulsiona as ações ligadas ao setor petroleiro, como as da Petrobras (PETR4), e, por outro, deteriora a percepção sobre inflação e política monetária, pressionando os ativos sensíveis a juros. “Até que haja alguma sinalização concreta de alívio no ambiente externo, a tendência é que a volatilidade siga elevada e o investidor continue operando com o freio puxado”, diz o especialista.

Em relação à moeda americana, as tensões impulsionam a busca por proteção por parte dos investidores. “Isso sustentou a valorização do dólar frente aos emergentes, com o real seguindo o movimento, mas com alta ainda contida enquanto o mercado aguarda novos desdobramentos”, comenta Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

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