ASSINE VEJA NEGÓCIOS

O que o Brasil negocia com as big techs para evitar o tarifaço

Empresas de tecnologia criticaram decisões do STF e rejeitaram a possibilidade de ser taxadas como retaliação ao tarifaço de 50% imposto por Trump ao Brasil

Por Márcio Juliboni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 30 jul 2025, 14h21
O que o Brasil negocia com as big techs para evitar o tarifaço Priorizar nos meus resultados Google

O governo brasileiro reuniu-se ontem, 29, com representantes de grandes empresas americanas de tecnologia para negociar concessões em temas como tributação e legislação. Ao acatar as demandas das big techs, como são chamadas tais companhias, o objetivo de Brasília é sinalizar aos Estados Unidos de que deseja baixar a temperatura em torno das discussões sobre a tarifa de 50% que nossas exportações terão de pagar para entrar no mercado americano a partir da próxima sexta-feira, 1º de agosto.

A reunião foi comandada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, principal negociador do governo Lula encarregado de convencer a Casa Branca a suspender ou, pelo menos, adiar a cobrança da sobretaxa. O encontro contou com executivos da Meta (a dona do Facebook), do Google, da Amazon e da Apple, além de representantes das bandeiras de cartões de crédito Visa e Mastercard, e da Expedia, plataforma de venda de pacotes de viagem e hospedagem.

Segundo o G1, as empresas apresentaram uma lista de pedidos e um rol de queixas. Entre elas, as big techs criticaram a decisão tomada no fim de junho pelo Supremo Tribunal Federal de responsabilizar as redes sociais pelas postagens de seus usuários. A responsabilização contou com os votos de oito ministros do STF, contra três. A decisão obriga as redes a removerem conteúdos racistas, de ódio, antidemocráticos e outros, uma vez notificadas judicialmente.

Ainda de acordo com o G1, Alckmin e outros representantes do governo sinalizaram que as queixas podem ser contempladas em dois projetos em elaboração pelo Executivo – um que trata da regulamentação do conteúdo, cujo objetivo é evitar crimes virtuais como a divulgação de pornografia infantil e estelionato; e outro que pretende dar mais poder ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para impedir o abuso de poder econômico por parte das big techs.

As empresas também pediram pressa para o lançamento da política nacional de data centers, cuja finalidade é incentivar a implantação dessas unidades no Brasil, aproveitando-se da abundância de energia limpa e renovável. As plataformas digitais pleitearam ainda que recebam os mesmos incentivos concedidos a empresas de tecnologia chinesas que se instalam no país.

Continua após a publicidade

O G1 informou também que as big techs expressaram a Alckmin sua preocupação com a possibilidade de o Brasil sobretaxar o setor como medida de retaliação contra o tarifaço de 50% imposto pelo presidente americano, Donald Trump, às importações oriundas do Brasil a partir de 1º de agosto. O representante do Ministério da Fazenda que participou do encontro afirmou às companhias que a decisão de taxar as big techs ainda não estava tomada e, caso isso aconteça, todas serão avisadas com antecedência para se preparar.

As operadoras de cartão de crédito Visa e Mastercard, por sua vez, criticaram a implantação do Pix parcelado. Segundo o G1, o governo não deve abrir uma negociação sobre o tema, por se tratar de algo específico dessas empresas, e não uma demanda geral do setor de tecnologia.

Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise do VEJA Mercado:

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Estádio de futebol lotado com bandeira do Brasil e bola no campo, e um jogador de camisa amarela comemorando. À direita, capas de revistas Veja, Super, Viagem e Quatro Rodas flutuando sobre fundo verde escuroTorcedor de costas, vestindo camisa amarela, comemora com os braços erguidos em um estádio de futebol lotado, sob um céu verde-azulado. Uma bola de futebol com a bandeira do Brasil está no campo. À direita, um fundo verde escuro com um pequeno ícone de árvore branca no canto inferior direito
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Básico

O mercado não espera — e você também não pode!
Com a Veja Negócios Digital, você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 63% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Veja Negócios impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo + Abril Signature Ouro, o novo programa de benefícios da Abril, que te dá acesso a descontos exclusivos e cashback em centenas de estabelecimentos."
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).