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Onde investir o décimo terceiro? Analista responde

Decisão depende de qual é a situação financeira do trabalhador, que pode dispor de diferentes opções

Por Felipe Erlich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 dez 2025, 16h31

Mais de 95 milhões de brasileiros devem receber a segunda parcela do décimo terceiro salário até o final desta semana. O ganho de renda no final do ano frequentemente é utilizado para turbinar o consumo, mas também pode ser uma oportunidade para começar a investir. Para o especialista Rafael Winalda, analista de investimentos do Banco Inter, o ideal é que todas as pessoas poupem e invistam parte da sua renda ao longo do ano, o que infelizmente não está ao alcance de todos. “Com a entrada dos recursos do décimo terceiro, mais pessoas podem vislumbrar uma reserva financeira”, diz. O benefício trabalhista, portanto, pode ser a primeira oportunidade para parte da população adentrar no mundo dos investimentos. A dúvida que se impõe nesse caso é onde alocar o dinheiro, dada a vasta oferta de opções no mercado.

Para quem tem dívidas caras

Para avaliar se investir o dinheiro do décimo terceiro realmente é uma boa ideia, primeiro o trabalhador deve analisar a sua situação financeira atual. Caso ele tenha dívidas caras, como as contraídas com cartão de crédito ou cheque especial, a escolha mais inteligente é pagá-las. Do contrário, os juros das dívidas podem corroer os ganhos de eventuais investimentos, fazendo com que eles não valham a pena. Nesse sentido, o melhor uso do décimo terceiro tende a ser a quitação de dívidas.

Construindo uma reserva financeira

Para quem não tem esse tipo de encargo, já é possível construir uma reserva de emergência com aplicações financeiras de alta liquidez — que o investidor pode resgatar com facilidade na hipótese de ter algum imprevisto. “O ideal é que esse colchão financeiro seja suficiente para cobrir entre três e seis meses do custo de vida mensal”, diz Winalda. “Ele funciona como a primeira linha de defesa diante de imprevistos, como perda de emprego, despesas médicas inesperadas ou manutenção urgente do lar ou do carro”.

A alocação desse tipo de reserva de emergência deve se concentrar idealmente em investimentos de baixo risco e alta liquidez. Alguns exemplos, segundo o analista, são Certificados de Depósito Bancário (CDBs) de bancos sólidos, alguns fundos de investimentos que utilizam o CDI como referência ou títulos do Tesouro ancorados na taxa básica de juros (Selic).

O investidor deve se atentar sempre aos prazos de resgate para não ter dificuldade para reaver o dinheiro em caso de imprevistos. “Em caso de urgência, é justamente essa reserva que deverá ser mobilizada, em oposição à contratação de dívidas caras”, diz Winalda. Esse movimento permite que o investidor amplie sua reserva ao longo do tempo para, futuramente, investir em aplicações de maior rentabilidade mesmo que com menos liquidez.

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Depois de garantir uma base sólida

Após garantir uma reserva sólida, equivalente aos gastos mensais de alguns meses, o trabalhador deve seguir adaptando suas metas à realidade presente. “Para metas de curto prazo e perfis mais conservadores, as alternativas de renda fixa pós-fixada como CDBs, LCIs/LCAs e fundos de liquidez continuam muito atrativas”, diz o analista, frisando que o contexto de juros elevados tornam essas aplicações particularmente interessantes. “Investir no básico funciona muito bem para quem prioriza a segurança”.

Para o investidor que busca diversificação e tem objetivos de médio a longo prazo, é fundamental ampliar o leque de alternativas. “Em especial, vale considerar ativos indexados à inflação”, destaca Winalda. No caso de títulos sólidos, sejam públicos ou privados, o investidor protege o seu patrimônio do efeito corrosivo da inflação no longo prazo e garante ganhos reais acima do aumento do custo de vida.

Outra alternativa de longo prazo é a previdência privada, segundo o economista do Inter. “Esse tipo de investimento oferece vantagens fiscais relevantes, como o diferimento do imposto e a possibilidade de regimes de tributação regressiva, que pode reduzir a alíquota para apenas 10% após dez anos de investimento”. A previdência privada desponta como opção principalmente para quem pensa no futuro com disciplina. Seja via renda fixa, títulos ligados ao IPCA ou a previdência privada, o décimo terceiro pode ser uma oportunidade para começar a explorar diferentes aplicações financeiras e construir patrimônio.

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