Os chocolates suíços vêm aí: acordo do Mercosul com o Efta começa a valer
Bloco reúne pequenos países ricos europeus e, entre produtos que terão imposto de importação zerado estão desde pescados até os chocolate e relógios
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva promulgou o Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e os Estados da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), bloco que reúne quatro nações da Europa que não fazem parte da União Europeia: Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça.
Com a assinatura oficial do presidente, o acordo está pronto para começar a valer no Brasil e entrará em vigor a partir da próxima quinta-feira, 1º de outubro. O contrato zera o imposto ou facilita as importações e exportações de praticamente tudo o que os dois blocos trocam entre si.
Apesar de a Efta reunir nanicos da Europa, seu potencial de consumo é gigante: com uma população de apenas 15 milhões de pessoas considerados os quatro países do bloco somados, o PIB conjunto deles chega a 1,4 trilhão de dólares. É mais que a metade do PIB brasileiro – que, com uma população 14 vezes maior (214 milhões de pessoas), tem um PIB de 2,7 trilhões de dólares, na conta em moeda americana feita pelo FMI.
Anualmente, o Brasil exporta cerca de 3,8 bilhões de dólares em produtos para lá e importa 4 bilhões de dólares, de acordo com dados sobre o bloco compilados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Chocolates e relógios
Entre as principais importações, estão ouro, alumina e café – a maioria já isenta de imposto para entrar nos países do bloco. Na mão oposta, o Brasil compra, em larga escala, medicamentos, fertilizantes e pescados, além de amenidades como relógios e chocolates, algumas das especialidades da Suíça.
A taxa média de importação paga pelos chocolates que chegam de lá é atualmente de 19,2%, e, com o acordo, o produto passa a ter cotas, com o volume de chocolate importado dentro delas passando a ter imposto zero.
Já os relógios pagam atualmente 19% de imposto de importação para entrar no Brasil, e terão essa alíquota também zerada gradualmente ao longo dos próximos anos.
O decreto (Decreto 13. 126/26) que coloca o acordo em vigor para o Brasil foi assinado por Lula em 16 de setembro de 2025, no Rio de Janeiro, e publicado no Diário Oficial da União na quarta-feira, 23.






