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Petrobras adere ao programa do governo para baratear o diesel

Assinatura do termo de adesão ao programa de subsídio, contudo, ainda depende da publicação das regras pela ANP

Por Márcio Juliboni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 mar 2026, 08h17 | Atualizado em 13 mar 2026, 08h18
  • A Petrobras anunciou que vai aderir ao programa federal para baratear o óleo diesel, cujos preços são pressionados pela disparada do petróleo desde o início da guerra dos Estados Unidos contra o Irã. Nesta quinta-feira 12, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciaram três medidas provisórias que isentam os combustíveis da cobrança de PIS e Cofins e criam um programa de subvenção ao diesel. O objetivo é baratear o preço na bomba em até 64 centavos por litro.

    No caso do diesel, a subvenção foi estabelecida pela MP 1.340 e valerá tanto para importadores, quanto para produtores locais. O subsídio será de 32 centavos por litro e, para ter direito, as empresas deverão garantir que o valor será totalmente repassados para o preço ao consumidor. “Diante do caráter facultativo do programa e do potencial benefício adicional, entende-se que essa adesão é compatível com o interesse da companhia”, afirmou a Petrobras em comunicado ao mercado na noite de ontem 12.

    Segundo a estatal, a assinatura do termo de adesão dependerá da publicação, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, dos critérios para definir o preço de referência do diesel, sem os quais não é possível operacionalizar a MP.

    “Cabe destacar que a Petrobras mantém sua estratégia comercial, levando em consideração sua participação no mercado, a otimização dos seus ativos de refino e a rentabilidade de maneira sustentável, evitando o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio”, acrescentou a empresa.

    Desde o acirramento do conflito entre americanos, israelenses e iranianos, a cotação do petróleo saltou da faixa dos 60 dólares por barril para mais de 100 dólares. O impacto da disparada na inflação preocupa o governo e os analistas. O tema é ainda mais sensível, quando se lembra que os brasileiros elegerão em outubro o próximo presidente da República, em uma disputa que já dá sinais de polarização entre Lula, que busca seu quarto mandato, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), indicado pelo pai, Jair Bolsonaro, para mobilizar seu capital político.

    A pressão do petróleo sobre os preços dos combustíveis e dos fretes marítimos, entre outros itens, leva também os analistas a cogitar que o Comitê de Política Monetária do Banco Central decida manter a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano na próxima reunião, marcada para os dias 17 e 18 de março. Antes da eclosão do conflito no Oriente Médio, o mercado trabalhava com a hipótese de que o Copom iniciaria os cortes da Selic na semana que vem.

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