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Petróleo caminha para disparada de 50% em março

Bancos centrais têm avisado que, se necessário, vão voltar a subir os juros para controlar o impacto inflacionário do petróleo

Redação VEJAPor Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 31 mar 2026, 08h48 | Atualizado em 31 mar 2026, 10h23
Petróleo caminha para disparada de 50% em março Priorizar nos meus resultados Google

O petróleo vai fechando o mês de março com alta acumulada de quase 50%, disseminando pelo globo um novo choque inflacionário. Com a cotação desta manhã, de US$ 107 por barril, a subida é de 48,88%. Confirmada a valorização, essa deve ser a maior alta mensal da história do Brent. O recorde anterior foi registrado em setembro de 1990, na Guerra do Golfo, quando o barril avançou 46% no mês.

E os reflexos já chegam ao consumidor. Nos EUA, a gasolina superou a marca de US$ 4 o galão, o maior patamar desde 2022, quando os preços do petróleo dispararam por causa da invasão russa à Ucrânia. No Brasil, estados discutem como subsidiar o abastecimento de diesel, enquanto na Zona do Euro, a inflação anual subiu para 2,5% em março, a maior em mais de um ano.

Bancos centrais têm avisado que, se necessário, vão voltar a subir os juros para controlar o impacto sobre os preços. É o que disseram dirigentes do Fed, o BC americano, nesta segunda. As declarações devem seguir nesta terça-feira.

Juros altos costumam limitar o potencial de alta das bolsas. Nesta terça, porém, investidores ignoram o risco. Os futuros americanos operam em alta, acompanhados dos principais índices europeus. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, também sobe.

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É como se investidores estivessem tentando decretar o fim da guerra, apesar de todas as evidências em contrário. O Irã voltou a bombardear países da região, isso enquanto os Estados Unidos ameaçam com uma invasão por terra ao mesmo tempo em que dizem que as negociações estão avançando.

A valorização desta terça, porém, não deve apagar o mês negativo para ações. O Ibovespa cai 3,32% até aqui, reduzindo a valorização de 2024 a 13,27%. O S&P 500 recua 7,78% no mês, e agora perde 7,73% no primeiro trimestre do ano. Bons negócios.

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Agenda

  • Balanços antes da abertura: JHSF. Após o fechamento: Marisa
  • 6h: Zona do euro divulga CPI preliminar de março
  • 8h30: BC anuncia resultado primário do setor público de fevereiro
  • 11h: EUA publicam relatório Jolts de abertura de vagas em fevereiro
  • 11h: EUA divulgam confiança do consumidor de março
  • 13h: Austan Goolsbee (Fed Chicago) discursa
  • 14h30: Ministério do Trabalho anuncia Caged de fevereiro
  • 16h: Michael Barr (Fed) discursa
  • 18h10: Michelle Bowman (Fed) discursa

Principais índices

  • Futuros S&P 500: 0,80%
  • Futuros Nasdaq: 0,73%
  • Futuros Dow Jones: 0,83%
  • Índice europeu (Euro Stoxx 50): 0,56%
  • Londres (FTSE 100): 0,65%
  • Frankfurt (Dax): 0,71%
  • Paris (CAC): 0,56%
  • Brent*: 0,57%, a US$ 108 o barril
  • Minério de ferro: -0,78%, a US$ 105,40 por tonelada

Fechamento da Ásia

  • Índice chinês CSI 300 (Xangai e Shenzhen): -0,93%
  • Hong Kong (Hang Seng): 0,15%
  • Bolsa de Tóquio (Nikkei): -1,58%
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