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Petróleo dispara após bloqueio e taxa de 20% dos EUA em Ormuz

Exército americano afirmou que bloqueio e cobrança de taxa começarão nesta terça-feira

Bruno AndradePor Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 jul 2026, 07h59 | Atualizado em 14 jul 2026, 08h14
Petróleo dispara após bloqueio e taxa de 20% dos EUA em Ormuz Priorizar nos meus resultados Google

Os preços do petróleo disparam nesta terça-feira, 14, impulsionados pela entrada em vigor da tarifa de 20% imposta pelos Estados Unidos sobre as cargas transportadas por navios que cruzarem o Estreito de Ormuz. A escalada militar entre Washington e Teerã também reforça a aversão ao risco e amplia as preocupações com a oferta global da commodity.

Na segunda-feira, 13, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que todas as embarcações que atravessarem Ormuz deverão pagar aos Estados Unidos uma tarifa equivalente a 20% do valor da carga. A medida tende a elevar os custos do transporte marítimo de petróleo, pressionar os preços da commodity e aumentar os riscos de uma nova onda inflacionária em escala global.

Segundo o Exército americano, a cobrança entra em vigor nesta terça-feira às 20h GMT (17h no horário de Brasília). Diante desse cenário, por volta das 8h, o barril do petróleo avançava 4,97%, cotado a 87,44 dólares. Na sessão anterior, o Brent, referência internacional, já havia disparado 9,59%, encerrando o dia a 83,30 dólares por barril.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, ironizou a proposta do presidente americano. “O Irã sempre foi o guardião do estreito e continuará sendo para sempre”, escreveu na rede social X.

“O presidente dos Estados Unidos está absolutamente certo. Quem garantir a passagem segura deve receber uma compensação”, afirmou, em tom irônico, antes de acrescentar: “Os 20% são, é claro, demais. Seremos justos”.

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Novos ataques intensificam o conflito

Durante a madrugada desta terça-feira, os Estados Unidos realizaram uma nova série de bombardeios contra alvos iranianos, aprofundando a escalada militar iniciada nos últimos dias, embora Donald Trump tenha afirmado que um acordo com Teerã ainda seja “possível”.

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelas operações militares americanas no Oriente Médio, informou, em comunicado, o início de “uma terceira noite consecutiva de ataques contra o Irã”, pouco depois da meia-noite no horário de Teerã.

“Vamos atingi-los com força esta noite e vamos atingi-los com força amanhã”, havia declarado Trump ao radialista Hugh Hewitt.

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Quatro explosões foram registradas nas proximidades de Bandar Abbas, cidade portuária localizada às margens do Estreito de Ormuz, informou a agência estatal Irna.

Os Emirados Árabes Unidos, aliados de Washington, informaram nesta terça-feira que dois de seus petroleiros foram atingidos por ataques iranianos na região. Um tripulante morreu e outros oito ficaram feridos.

A Guarda Revolucionária, força militar de elite do Irã, também reivindicou uma operação no Bahrein, incluindo um ataque contra um edifício residencial utilizado por militares americanos na base de Juffair.

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Apesar da intensificação dos confrontos, Trump voltou a afirmar, na noite de segunda-feira, durante entrevista na Casa Branca, que um acordo com o Irã ainda é “possível”.

Após quase 40 dias de bombardeios no conflito iniciado pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos em 28 de fevereiro, um cessar-fogo entrou em vigor no início de abril e foi formalizado em 17 de junho por meio de um protocolo de entendimento.

Entretanto, os ataques registrados nos últimos dias contra embarcações que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz colocaram fim à trégua. Diante da retomada das hostilidades, Trump declarou que o cessar-fogo “acabou”, aumentando a percepção de risco nos mercados globais.

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