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Petróleo sobe após retomada das hostilidades no Estreito de Ormuz

O Irã anunciou um novo fechamento do Estreito de Ormuz, mas americanos atacam navios de Teerã para impedir o controle da região

Bruno AndradePor Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 jul 2026, 07h47
Petróleo sobe após retomada das hostilidades no Estreito de Ormuz Priorizar nos meus resultados Google

Os preços do petróleo avançam nesta segunda-feira, 13, em meio à escalada das hostilidades entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio. Em meio ao conflito, o governo iraniano anunciou um novo fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.

Por volta das 7h30, o barril do petróleo Brent registrava alta de 2,79%, cotado a 78,13 dólares. Pelo segundo dia consecutivo, forças americanas bombardearam alvos no Irã com o objetivo de impedir que Teerã controle o Estreito de Ormuz. Em resposta, o governo iraniano informou ter lançado ataques contra bases militares dos Estados Unidos em diferentes países do Golfo.

A escalada da tensão ocorre após um ataque iraniano, na madrugada de domingo da semana passada, contra um navio comercial que navegava pelo Estreito de Ormuz. A tripulação precisou abandonar a embarcação.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta semana que o cessar-fogo “acabou” após os ataques iranianos contra embarcações na região de Ormuz. No sábado, 11, o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz.

No entanto, dados do site MarineTraffic mostram que, por volta das 7h30 desta segunda-feira, embarcações com destino a países como Paquistão e Estados Unidos continuavam atravessando a via marítima. Isso indica que a passagem ainda não foi completamente interrompida.

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Diante desse cenário, as forças americanas no Oriente Médio atacaram sistemas de defesa aérea iranianos, radares costeiros, estruturas de lançamento de mísseis e drones, além de embarcações de pequeno porte. Segundo Washington, a operação tem como objetivo impedir que a República Islâmica bloqueie a navegação pelo estreito.

A Guarda Revolucionária, força militar de elite do Irã, informou, em comunicados divulgados pela agência oficial IRNA, ter atacado a Base Aérea Príncipe Hassan, na Jordânia, um centro de comando de drones militares no Bahrein e duas bases aéreas no Kuwait.

O grupo também reivindicou ataques contra instalações militares americanas em Omã. No domingo, já haviam sido registrados ataques a bases dos Estados Unidos no Catar. O Exército do Kuwait confirmou nesta segunda-feira que acionou seus sistemas de defesa para responder a “objetos aéreos hostis” lançados contra o território do país.

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Histórico do acordo

Estados Unidos e Irã assinaram, em 17 de junho, um protocolo de entendimento que previa uma trégua de 60 dias para negociar o fim da guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro após um ataque conjunto de Israel e dos Estados Unidos contra o território iraniano.

A retomada dos confrontos compromete o acordo firmado entre as partes e amplia as incertezas sobre o conflito, que já provoca impactos na economia global.

Em comunicado, o governo iraniano condenou os bombardeios americanos em seu território e acusou Washington de “anular todos os esforços dos últimos meses” para restabelecer a paz na região.

(Com informações da AFP)

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