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Quem é o ministro oriundo do Centrão que questiona a liquidação do Banco Master

Jhonatan de Jesus é apoiado por Lira e teve sua indicação ao TCU relatada pelo próprio pai, líder do Republicanos

Por Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Felipe Erlich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 jan 2026, 11h41 • Atualizado em 6 jan 2026, 12h25
  • O indivíduo que questiona a liquidação do Banco Master não é economista e não tem especialização na área econômica. Jhonatan de Jesus é médico de formação e foi deputado federal por Roraima entre 2011 e 2023. Ele assumiu o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) em março de 2023, após ser indicado pelo Congresso Nacional. A ideia de colocar o então deputado no tribunal partiu da liderança do seu partido, o Republicanos, na Câmara dos Deputados. O presidente da Casa à época, Arthur Lira (PP-AL), apoiou a indicação junto com uma série de agremiações partidárias do Centrão e de governistas. Durante o seu processo de indicação ao TCU, o então deputado do Republicanos defendia uma reaproximação entre o tribunal e o parlamento.

    A indicação de Jhonatan de Jesus ao TCU foi aprovada na Câmara dos Deputados em fevereiro de 2023, com 239 votos favoráveis. Ele disputou o pleito com outros nomes ligados ao Legislativo, como o ex-vice-presidente da Câmara Fábio Ramalho (MDB-MG), mas recebeu o maior número de apoios, configurando vitória, em votação secreta. No Senado, a indicação de Jhonatan de Jesus ao TCU foi relatada pelo seu pai, Mecias de Jesus (RR), que é senador e líder do Republicanos. O político recebeu 72 votos favoráveis no Senado.

    Ontem, o ministro adotou um tom amplamente duro contra a liquidação do Banco Master pelo Banco Central, realizada em novembro de 2025. Para o ministro vindo do Centrão, a liquidação realizada pela autoridade monetária é uma exposição sintética de cronologia sem provas documentais. O ministro almeja uma reconstrução documental detalhada de todo o passado recente da instituição financeira.

    No despacho, o ministro procura entender como o BC permitiu o crescimento exorbitante do Master a partir de 2019, ainda na gestão do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Para compreender esses pontos, o ministro determina que a área técnica do TCU realize uma inspeção no Banco Central para avaliar o perfil dos investidores institucionais do Master e se os ativos remanescentes da empresa são passíveis de degradação, o que poderia reverter a possibilidade de liquidação.

    A decisão gerou uma reação em cadeia. Na manhã desta terça-feira, o Banco Central recorreu contra a decisão de inspeção do Tribunal de Contas da União (TCU) em relação à liquidação do Banco Master. No recurso, o BC afirmou que o regimento interno do TCU determina que apenas decisões colegiadas podem determinar inspeções em órgãos federais. Desse modo, o BC cobra uma decisão deferida pela Primeira Turma do TCU.

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