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Sanção dos EUA a brasileiros envolvidos com PCC atrapalhou investigação no Brasil, diz PF

Brasileiro acusado de lavagem de dinheiro de tráfico de drogas na Flórida está foragido

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 jul 2026, 16h48 | Atualizado em 3 jul 2026, 17h42
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O anúncio, pelo governo norte-americano, da aplicação de sanções a dois empresários brasileiros por conta de supostas ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), divulgado na quarta-feira, 1º, foi feito sem informar às autoridades brasileiras, que também investigavam o mesmo caso, e, na avaliação da Polícia Federal, atrapalhou o processo de localização dos acusados. Um deles está foragido desde a divulgação das sanções pelos Estados Unidos.

Na quarta-feira, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos tornou pública a decisão de aplicar medidas restritivas dentro do país contra três empresas sediadas no Brasil e uma empresa portuguesa, assim como dois cidadãos brasileiros, acusados de lavar dinheiro gerado pelo tráfico internacional de drogas.

Foi a primeira decisão do gênero depois de Washington classificar o PCC e o Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas internacionais, em 28 de maio. A classificação permite ao Estado americano bloquear bens, transações e outros direitos de empresas e indivíduos nos Estados Unidos que estejam envolvidos em operações internacionais que, no entendimento do país, ferem a sua segurança.

Segundo o Tesouro americano, os dois brasileiros sancionados foram Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. São as mesmas duas pessoas que estão entre os alvos da operação que a PF brasileira deflagrou na manhã desta sexta-feira, 3 – a Operação Exchange (câmbio em inglês), que investiga o grupo acusado de movimentações ilícitas de dinheiro ligado ao tráfico de drogas. Os valores transacionados montam a 10 bilhões de reais, de acordo com a PF.

Stella Oliveira foi presa, mas o outro investigado, Victor Shimada, está foragido. A avaliação da polícia é de que o anúncio das sanções pelo governo dos EUA dificultou a sua localização, de acordo com informações da BBC News Brasil. “Não houvesse essa designação, o desfecho seria outro”, disse a jornalistas o diretor da PF, Andrei Rodrigues. “Não localizamos (Shimada). Houve um prejuízo à investigação”, acrescentou.

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