Pesquisa BTG/Nexus: cresce parcela da população que considera economia ruim ou péssima
Segundo pesquisa, 53% dos brasileiros consideram que situação econômica está péssima na gestão Lula
A avaliação negativa da economia brasileira voltou a crescer entre os eleitores. Segundo a 10ª rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira, 17, 53% dos brasileiros consideram que a economia do país está ruim ou péssima, ante 52% na rodada anterior, realizada entre 3 e 10 de agosto. O levantamento ouviu 2. 003 eleitores entre os dias 14 e 16 de agosto.
A alta de 1 ponto percentual ocorre após a percepção negativa ter recuado nas duas pesquisas anteriores. Em 3 de agosto, 47% avaliavam a economia como ruim ou péssima, percentual que subiu para 52% em 10 de agosto e chegou agora a 53%. Ao mesmo tempo, a parcela que considera a situação econômica ótima ou boa permaneceu em 17%, enquanto a avaliação regular caiu de 31% para 28%.
A percepção sobre a própria situação financeira, porém, apresentou movimento diferente. A parcela que considera a situação financeira ruim ou péssima caiu de 20% para 18% entre as duas últimas rodadas. Já a avaliação como ótima ou boa permaneceu em 32%, enquanto a fatia que considera a situação regular passou de 47% para 49%.
Comparação com o governo anterior
Quando a pergunta é colocada em perspectiva política, a percepção negativa sobre a economia em relação ao governo anterior também perdeu força. 43% dos entrevistados dizem que a economia está um pouco pior ou muito pior do que no governo que terminou em dezembro de 2022, contra 46% na pesquisa anterior, uma queda de 3 pontos percentuais.
Apesar do recuo, a avaliação negativa continua sendo a mais citada. A parcela que considera a situação econômica atual muito melhor ou um pouco melhor que no governo anterior caiu de 39% para 36%, enquanto a fatia que vê os dois períodos como iguais subiu de 12% para 15%.
Na comparação da situação financeira pessoal com o governo anterior, o quadro é mais favorável. A parcela que considera a própria situação financeira atual pior caiu de 33% para 32%. A avaliação de que está melhor permaneceu em 43%, enquanto a percepção de que está igual avançou de 22% para 23%.
Os números mostram, portanto, uma diferença entre a percepção da economia brasileira como um todo e a situação financeira individual. Enquanto a avaliação negativa da economia do país avançou para o maior nível das duas últimas rodadas, a percepção sobre as finanças pessoais melhorou, tanto na comparação direta com a pesquisa anterior quanto na avaliação em relação ao governo anterior.
A pesquisa foi realizada por telefone entre 14 e 16 de agosto, com 2. 003 eleitores. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.







