SP bate recorde de ocupação com 24,7 milhões de trabalhadores
Estado concentra 24% dos ocupados do país; indústria paulista responde por quase 30% dos empregos do setor no Brasil
O estado de São Paulo encerrou 2025 com 24,7 milhões de pessoas ocupadas, o maior contingente desde o início da série histórica, em 2012. O número representa aproximadamente 24% dos 103 milhões de trabalhadores ocupados no Brasil. Os dados são de um levantamento da Fundação Seade, elaborado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE.
A indústria paulista concentra 3,8 milhões de trabalhadores, o equivalente a quase 30% de toda a ocupação industrial do país. A participação é ainda maior nas atividades de informação, comunicação, finanças, mercado imobiliário e serviços profissionais e administrativos. Nesses segmentos, São Paulo reúne 4,35 milhões de ocupados, ou 32,5% do total nacional.
O setor de comércio e reparação de veículos emprega 4,49 milhões de pessoas no estado, enquanto a administração pública, educação, saúde e serviços sociais somam outros 4,1 milhões. A ocupação atingiu o maior nível da série histórica em diferentes atividades ligadas ao comércio e aos serviços. Na indústria, o contingente de trabalhadores é o maior desde 2014.
O levantamento também revela a importância dos pequenos negócios para o mercado de trabalho paulista. Dos 21,3 milhões de ocupados em empreendimentos, excluídos os empregados do setor público e os trabalhadores domésticos, 8,79 milhões estão em estabelecimentos com até cinco pessoas, o equivalente a 41% do total. Na outra ponta, empresas com 51 ou mais pessoas concentram 7,68 milhões de trabalhadores, ou 36%.
Apesar do recorde de ocupação, o trabalho em casa continua perdendo espaço em São Paulo. Em 2025, aproximadamente 1,72 milhão de pessoas trabalhavam no próprio domicílio, o equivalente a 8,1% dos ocupados considerados nessa classificação. Em 2022, quando essa modalidade atingiu seu pico, eram 2,09 milhões de trabalhadores, ou 10,5%. A redução acumulada chega a 370 mil pessoas.
O trabalho em veículos automotores também recuou. Depois de atingir 1,04 milhão de ocupados em 2024, o contingente caiu para 927 mil em 2025, representando 4,3% dos trabalhadores paulistas. Nos dois casos, os indicadores atingiram os menores patamares do período posterior à pandemia.






