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Os setores que mais contratam brasileiros nos EUA

Advogada especialista em imigração diz que há vagas no país e há procura por profissionais 

Por Veruska Costa Donato 24 fev 2026, 13h30 | Atualizado em 24 fev 2026, 13h32

Quem olha de fora pode achar que tirar um visto americano é só preencher formulário e esperar a entrevista. Não é bem assim. Segundo a advogada de imigração Ingrid Domingues-McConville, que vive nos Estados Unidos, o sistema imigratório americano tem mais de 180 categorias de vistos — cada uma com regras próprias.

Processo longo

E aqui vai um ponto importante: não existe um “visto para quem quer trabalhar”. O que há são diferentes caminhos legais, específicos para cada perfil profissional. Traduzindo: improviso não combina com imigração. Planejamento é palavra de ordem. Para quem sonha em trabalhar legalmente nos EUA, o processo é restrito, longo e exige estratégia. Não basta vontade; é preciso se encaixar em critérios técnicos.

Vagas abertas

Profissionais do agronegócio brasileiro, por exemplo, têm sido bem recebidos — agrônomos e veterinários especializados em animais de grande porte encontram espaço em um país onde o setor agrícola é vital para a economia. Também há forte interesse por médicos, profissionais da saúde e engenheiros. O recado é claro: os Estados Unidos buscam quem traga conhecimento, inovação e capacidade produtiva.

Trump e a imigração

No campo político, Ingrid faz uma distinção que ajuda a entender o momento atual. Segundo ela, o governo de Donald Trump não foi “anti-imigração”, mas contrário à imigração ilegal e a fraudes. A lógica americana, independentemente do governo, é atrair quem contribua economicamente. As fronteiras estão fechadas para entradas irregulares, mas seguem abertas para quem cumpre as regras. Pode soar duro, mas é uma política baseada em critérios objetivos: quem  agrega, entra; quem tenta burlar o sistema, fica de fora.

Segurança Nacional

E há um ponto que costuma gerar desconforto, mas precisa ser dito: visto e Green Card não são direitos automáticos, são privilégios concedidos pelo governo americano. O maior deles é a cidadania. O Departamento de Estado mantém poder para revogar vistos se entender que há risco à segurança nacional — como ocorreu recentemente com três cidadãos chilenos que tiveram seus vistos, e os de suas famílias, cancelados por atividades ligadas ao setor de telecomunicações consideradas sensíveis. Em outras palavras, cumprir as regras não é apenas formalidade; é condição permanente para permanecer no país. Nos Estados Unidos, imigração é oportunidade — mas sempre dentro da lei.

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