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Eu giro ou eu gero? O erro de português que até gestores cometem

Você sabe conjugar o verbo “gerir”? Entenda a diferença entre gerir, gerar e girar e evite erros comuns no ambiente profissional

Por Noslen Borges 2 abr 2026, 14h50

Fala, pessoas!

Mais uma coluna Na Ponta da Língua aqui na VEJA. E hoje o tema é especialmente para quem quer dominar não só os negócios, mas também a forma como se comunica, afinal, um bom líder também precisa ser o CEO da própria linguagem.

Na semana passada, participei de uma imersão para empresários chamada Traktion. Entre diversos temas relevantes, um deles chamou minha atenção e não foi exatamente pelo conteúdo, mas pela forma como foi dito.

Um dos participantes, gestor financeiro, afirmou no palco:

“Hoje eu giro mais de 2 bilhões de reais.”

A frase impactou, mas também acendeu um alerta linguístico. Afinal, será que o verbo estava correto?

Na prática, o profissional queria dizer que administra esse valor. Ou seja, o verbo correto seria gerir, não girar. Mas aí surge a dúvida clássica:

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O certo é eu gero, eu giro ou… eu gereio?

Calma. Vamos resolver isso de uma vez por todas.

Como conjugar o verbo gerir corretamente

O verbo gerir é classificado como irregular (ou defectivo, dependendo da gramática adotada). E o grande ponto de atenção está na primeira pessoa do singular.

Ele sofre uma alteração importante: o “E” muda para “I” em algumas conjugações.

Veja como fica no presente do indicativo:

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  • Eu giro
  • Tu geres
  • Ele gere
  • Nós gerimos
  • Vós geris
  • Eles gerem

Sim, você leu certo: “eu giro” está correto, mesmo sendo igual ao verbo girar.

Mas isso não gera confusão?

Sim, e esse fenômeno tem nome: homonímia.

Ou seja, palavras com a mesma forma (escrita e som), mas com significados diferentes.

Veja:

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  • “Eu giro os recursos da empresa com responsabilidade.” (gerenciar)
  • “Eu giro a roleta da sorte.” (rodar)

Aqui entra um princípio fundamental da comunicação: o contexto é soberano.

Cuidado com outro erro comum: gerargerir

Esse é um dos deslizes mais frequentes no ambiente corporativo.

  • Quem gera, cria → “Eu gero resultados.”
  • Quem gere, administra → “Eu giro a empresa.”

Misturar os dois pode parecer detalhe, mas comunica falta de precisão.

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Conclusão

Se você quer se destacar profissionalmente, não basta apenas dominar números, estratégias ou processos: a forma como você se expressa também constrói sua autoridade.

Evite dizer “eu gero” quando quiser falar de gestão. Caso contrário, você estará “criando” algo, e não administrando.

E convenhamos: no mundo dos negócios, essa diferença importa — e muito.

Já tinha se confundido com “eu giro”? Agora não mais.

Nos vemos na próxima coluna, sempre trazendo dicas práticas para deixar seu português à altura de cargos de liderança.

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E não se esqueça: toda terça e quinta tem coluna nova por aqui. Até a próxima!

Professor Noslen Borges

www.professornoslen.com.br Revisão textual: Mª. Glaucia Dissenha de Oliveira

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