Ministro da Educação explica a aposta para tempo integral nas escolas
Leonardo Barchini afirma que, após avanços em acesso e permanência dos estudantes, o foco do MEC será ampliar a aprendizagem
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, afirmou que o Brasil encerra um ciclo de duas décadas de expansão do acesso à educação básica e de melhora na trajetória escolar dos estudantes e, agora, concentrará esforços no avanço da aprendizagem. Em entrevista ao VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, o ministro disse que a prioridade da próxima etapa será elevar a proficiência dos alunos, com um plano nacional voltado à qualidade do ensino. (este texto é um resumo do vídeo acima)
Segundo Barchini, os resultados do Ideb de 2025 representam o fechamento de um ciclo iniciado em 2005, quando o indicador passou a ser calculado. De acordo com ele, o país conseguiu avançar simultaneamente em três frentes: ampliar o acesso à escola, reduzir problemas de fluxo escolar e elevar os níveis de proficiência. “Agora, finalizado esse ciclo, vamos focar no próximo período, na proficiência, na aprendizagem”, afirmou.
Por que o ensino integral é a principal aposta do governo?
Questionado por Marcela Rahal sobre a expansão das escolas de tempo integral, o ministro afirmou que aumentar o tempo de permanência dos estudantes nas unidades de ensino será fundamental para melhorar os indicadores educacionais. Segundo ele, atualmente cerca de 25% das escolas públicas oferecem ensino em tempo integral.
Barchini explicou que o Ministério da Educação trabalha em um plano para ampliar esse modelo, apoiado em dois fatores: a redução gradual do número de estudantes em razão do fim do bônus demográfico e o crescimento dos recursos do Fundeb acima da inflação. Pelos cálculos apresentados pelo ministério, esses fatores poderão viabilizar a oferta de educação em tempo integral para entre 50% e 60% da demanda existente. “Para a gente conseguir evoluir na aprendizagem é fundamental que a gente aumente o tempo na escola. É por isso que o tempo integral é uma das estratégias”, disse.
O que falta para as políticas educacionais chegarem à sala de aula?
Em pergunta do editor de VEJA Ricardo Ferraz, Barchini argumentou que os resultados do Ideb demonstram uma evolução consistente desde a criação do índice. Como exemplo, afirmou que o número de municípios com desempenho considerado altamente insatisfatório nos anos iniciais do ensino fundamental caiu de cerca de 4.400, em 2005, para 442 na edição mais recente do indicador.
O ministro reconheceu, no entanto, que os avanços nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio ocorreram em ritmo inferior ao desejado. Para ele, isso se explica pelo fato de a universalização da escola pública ser relativamente recente no país e depender de investimentos de longo prazo.
Qual será o foco do novo plano de metas do MEC?
Ao responder sobre os desafios para os próximos anos, Barchini afirmou que o novo Plano Nacional de Educação determina a elaboração de um plano de ação pelo Ministério da Educação, independentemente do cenário eleitoral. Segundo ele, o documento, previsto para outubro, terá como prioridade a aprendizagem e a equidade.
“O plano que será apresentado em outubro pelo Ministério da Educação será um plano de ação que focará na aprendizagem”, afirmou. O ministro acrescentou que o objetivo é ampliar o desempenho dos estudantes “sem deixar ninguém para trás”, aproveitando experiências bem-sucedidas de estados e municípios, independentemente de orientações políticas.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.







