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A Copa do Mundo precisa de Brasil, Argentina, França e Espanha na semifinal

Chega de surpresas. Na reta final do torneio, nós merecemos confrontos à altura da história do futebol

Por Amauri Segalla Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 jul 2026, 09h52 | Atualizado em 3 jul 2026, 10h01
A Copa do Mundo precisa de Brasil, Argentina, França e Espanha na semifinal Priorizar nos meus resultados Google

Quero uma semifinal dos sonhos: Brasil e Argentina de um lado, França e Espanha do outro. Desculpe, Canadá. Desculpe, Cabo Verde. Desculpe, Paraguai. Desculpem todos os azarões adoráveis que tornaram a Copa mais simpática e imprevisível. Mas, quando o torneio entra na reta final, confesso sem constrangimento: prefiro os gigantes. Por isso, comemorei a classificação da Espanha. Não por implicância com a Áustria, que fez campanha digna, mas porque a Copa precisa de camisas pesadas na hora da decisão.

Poucos espetáculos esportivos se comparam a um Brasil e Argentina valendo vaga na final de uma Copa do Mundo. Não é apenas um clássico entre vizinhos, nem um duelo entre escolas de futebol diferentes. É o encontro de duas seleções que produziram Pelé, Garrincha, Maradona, Messi, Ronaldo e tantos outros jogadores que fizeram cada um de nós amar esse esporte. Não existe outro confronto capaz de reunir tanta rivalidade, tanta história e tanta pressão. Durante noventa minutos – ou cento e vinte, se o drama exigir – os dois países vão parar para acompanhar cada passe, cada dividida e cada gol. Convenhamos: existe cenário melhor para uma semifinal de Copa do Mundo?

Na outra chave, França e Espanha ofereceriam um confronto igualmente irresistível. De um lado, uma seleção, a França, que reúne hoje a maior coleção de talentos individuais do planeta e que joga um futebol vertical, sempre procurando chegar ao gol com poucos toques. Do outro, uma equipe, a Espanha, que transformou o tiki-taka em marca registrada, valorizando a posse de bola e a convicção de que o adversário pode ser derrotado pela exaustão. Seria o duelo entre duas filosofias quase opostas de enxergar o futebol: a objetividade contra a arte da construção.

Repito: não tenho nada contra as zebras. Pelo contrário, elas são indispensáveis para lembrar que o futebol pode ser maravilhosamente surpreendente. Mas agora chega de aventuras. É hora de ver os protagonistas ocuparem o centro do palco.

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