A nova decisão da Fifa sobre árbitro somali impedido de entrar nos EUA
Governo Trump afirma que Omar Artan tem ligações com pessoas suspeitas de integrar organizações terroristas
O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, impedido de entrar nos Estados Unidos para atuar na Copa do Mundo, receberá integralmente a remuneração prevista pela Fifa para o torneio, segundo a agência Reuters. A entrada do juiz foi negada no sábado, 6, no Aeroporto Internacional de Miami.
Apesar da repercussão do caso, a Fifa afirmou não ter capacidade para influenciar a decisão. “Assim como em eventos anteriores, é o governo anfitrião que determina, em última instância, quem recebe um visto e quem pode entrar em seu país”, ressaltou um porta-voz. Em nota, a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos informou que a decisão ocorreu por “preocupações relacionadas à verificação de antecedentes”.
Artan, eleito melhor árbitro da África em 2025, faria história ao se tornar o primeiro somali a apitar partidas da principal competição do futebol mundial. De volta à Somália, Artan foi recebido como herói e, posteriormente, escalado pela UEFA para comandar a Supercopa da Europa, entre Paris Saint-Germain e Aston Villa, marcada para agosto.






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