A polêmica que azedou relação do Flamengo com a seleção do Uruguai
Clube fala sobre lesão do meia Arrascaeta
O Flamengo divulgou uma dura nota neste início de semana, em que acusa os profissionais da seleção do Uruguai de irresponsabilidade no processo de recuperação de lesão de Arrascaeta. Segundo o rubro-negro, os uruguaios não seguiram os devidos protocolos quando o meia fraturou a clavícula, ainda durante o mês de maio.
“Diferentemente do acordado, mais uma vez, esses protocolos não foram seguidos. Desrespeitar protocolos científicos é colocar em risco a saúde do jogador e ignorar de forma irresponsável os investimentos que os clubes fazem para ter seus jogadores à disposição para os diversos desafios que o calendário impõe”, diz um dos trechos da nota.
No texto, o Flamengo reforça que como forma de contribuir para a recuperação de Arrascaeta e garantir o alinhamento dos processos de acompanhamento físico e médico, também autorizou, após solicitado, a integração do fisioterapeuta Laniyan Neves à comissão técnica da seleção uruguaia durante a Copa do Mundo FIFA 2026. A medida teve como objetivo oferecer suporte ao atleta neste período e preservar as melhores condições para seu retorno às atividades pelo clube na sequência da temporada.
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Posteriormente ao problema na clavícula, Arrascaeta foi liberado para treinar com a seleção uruguaia, e logo nos primeiros dias, sofreu uma lesão na panturrilha que quase o fez ser cortado da competição. Para especialistas, o maior risco de não seguir um protocolo de recuperação é expor o atleta a cargas para as quais ele ainda não está preparado. É o que explica Thiago Eloi, especialista pela Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física (Sonafe Brasil):
“O maior risco de não seguir um protocolo de recuperação é expor o atleta a cargas para as quais ele ainda não está preparado. Quando essa progressão não é respeitada, podem surgir compensações biomecânicas, queda de desempenho e aumento do risco de lesões secundárias, especialmente musculares. Por isso, o alinhamento entre departamento médico, fisioterapia, preparação física e comissão técnica é fundamental para um retorno seguro”.
Quando há divergências entre clube e seleção sobre o processo de recuperação, o principal desafio é manter a continuidade da reabilitação. Diferenças na interpretação do estágio de recuperação ou na progressão das cargas podem aumentar o risco de compensações, novas lesões e queda de rendimento. A comunicação entre todos os profissionais envolvidos é essencial para proteger o atleta.
“A integração de um fisioterapeuta do clube à comissão técnica da seleção é uma estratégia importante para reduzir falhas de comunicação. Esse profissional ajuda a compartilhar informações sobre a evolução clínica, a resposta às cargas de treinamento e os critérios de progressão, permitindo decisões mais seguras e alinhadas sobre o retorno do atleta. Alterações no condicionamento físico, controle inadequado de carga ou uma reintegração acelerada ao treinamento podem aumentar a vulnerabilidade a lesões musculares. O risco está menos na lesão inicial e mais na forma como ocorre a transição de volta ao alto rendimento”, conclui o especialista.
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