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APURAÇÃO DAS ELEIÇÕES 2026

A posição de Guardiola diante da condenação do Manchester City

Técnico se pronunciou sobre violações financeiras atribuídas ao clube inglês

Por Amanda Capuano Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 30 set 2026, 12h01 | Atualizado em 1 out 2026, 11h15
A posição de Guardiola diante da condenação do Manchester City Priorize VEJA no Google

Ex-técnico do Manchester City, Pep Guardiola se manifestou nesta quarta-feira, 30, sobre a condenação do time por inúmeras violações de regras financeiras da Premiere League. “Eu estou, sempre estive e sempre estarei apoiando meu clube, o dono do clube, o presidente, o Ferran [diretor esportivo], os jogadores, o estafe, o Enzo [técnico] e vocês, nossos torcedores”, escreveu ele nas redes sociais.

Sem cube desde maio, quando deixou o City após dez anos, o espanhol reforçou seu apoio atestando que está ao lado do clube “agora mais do que nunca”. “Serei bem claro: nós vamos passar por isso juntos. Amo todos vocês”, completou.

A Premiere League considerou o City culpado por mais de todas acusações relacionadas a violações das regras financeiras da competição entre 2009 e 2018, e também da maioria das acusações de falha de cooperação com as investigações. Parte dessas infrações foram cometidas durante o tempo em que Guardiola estava no comando técnico do time, entre 2016 e 2026. As acusações, no entanto, recaem exclusivamente sobre o time e seus dirigentes. 

Em nota, a liga inglesa anunciou que a punição do time será tratada separadamente em uma audiência adicional com uma comissão independente. De acordo com as regras da Premier League, essa audiência permanecerá privada e confidencial até que a publicação do resultado seja permitida.

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Quais foram as violações cometidas pelo Manchester City?

  • organização de contratos de fachada com parceiros comerciais e valores que não refletiam os valores reais negociados entre as partes para inflar artificialmente as receitas do clube e reduzir custos;
  • prestação de contas com informações incorretas e ocultação de informações dos auditores e órgãos reguladores da real situação das finanças;
  • violação dos limites de gastos estabelecidos pela Premier League e Uefa; 
  • descumprimento de deveres de cooperação e de máxima boa fé perante da Liga durante a investigação (três das quatro acusações neste quesito foram comprovadas)

O que diz o City?

O Manchester City tem o direito de recorrer o caso na comissão até o dia 2 de outubro, e confirmou que apelará do veredito. Em nota, o clube se descreveu como “desapontado e surpreso pela opinião da comissão da Premier League” e alega inocência das acusações.

Confira a nota do clube na íntegra: 

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“O Manchester City FC está tanto desapontado quanto surpreso com a decisão da Comissão da Premier League, publicada hoje.

O clube é inocente das acusações feitas pela Premier League, e existe um conjunto abrangente de provas irrefutáveis que sustenta todas as suas posições relacionadas a este caso. Portanto, o clube será incansável e, quando necessário, proativo, em todos os fóruns regulatórios e jurídicos apropriados.

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O processo da Premier League continua em andamento, com elementos significativos ainda não concluídos. O Manchester City FC irá agora recorrer às vias de recurso disponíveis, com base no entendimento de que a decisão contém erros materiais claros de direito, de princípio e de fato, e que, portanto, não é segura.

O clube respeitou diligentemente o devido processo ao longo de oito anos, partindo do princípio de que a diretoria e a administração da Premier League atuariam como um órgão regulador independente, imparcial e justo, livre de influência partidária.

Obviamente, o clube está limitado quanto ao que pode dizer neste momento, até que todos os futuros procedimentos sejam concluídos.”

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Quais são as acusações

As acusações são, em sua maioria, relacionadas à boa-fé do clube em garantir um jogo justo. Mais de 80 das acusações são relacionadas à obrigação de um time na Premier League de agir “na maior boa-fé possível” ao ceder informações solicitadas pelo torneio. Essas acusações estão relacionadas ao envio de informações sobre a situação financeira do clube. Ainda de acordo com o Guardian, a Premier League acredita que o clube tenha omitido documentos e não enviado todas as informações possíveis sobre sua situação econômica. 

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O restante além das 80 está relacionado à violações sobre a rentabilidade e sustentabilidade do clube, além de outras regras econômicas da União das Associações Europeias de Futebol (Uefa). Todas as acusações são uma coleção que foi criada há uma década, desde que a Uefa acusou o Manchester City de burlar regras do fair play financeiro em 2014, o que resultou em uma multa de 20 milhões de euros. 

Em 2015, uma série de documentos confidenciais sobre os clubes europeus foi vazada, o que levou a novas acusações contra o City em 2015. Em 2020, a Uefa chegou a suspender o Manchester City da Champions League também por questões financeiras, suspensão que logo foi cancelada após o clube recorrer da decisão. As primeiras investigações da Premier League sobre o Manchester começaram em 2019.

Ao veículo britânico The Guardian, o Manchester declarou estar surpreso com o veredito, já que o processo ainda corria, e pretende recorrer da decisão. Os times da Premier League foram avisados do fato na última quinta-feira, 24, durante uma reunião com acionistas. Segundo o veículo, os presentes na reunião foram obrigados a assinar um acordo de não divulgação. 

Um porta-voz do Manchester City afirmou que o processo da Premier League continua aberto, e que “muitos elementos ainda precisam ser contemplados, com confidencialidade extrema”. “O clube tem respeitado o processo correto por oito anos com base no fato de que o conselho da Premier League e os executivos agiriam de forma independente, imparcial e com mente justa, sem influências partidárias”. 

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